Antes de cortar o cabelo de algumas crianças, o barbeiro Renan Santana passa dias construindo uma relação de confiança. Para quem se incomoda com o barulho da máquina ou com o toque na cabeça, o atendimento exige adaptação e respeito aos limites.
Barbeiro há 20 anos, Renan começou a receber crianças com transtorno do espectro autista (TEA) e com experiências ruins no corte por indicação das famílias, e o trabalho viralizou.
O atendimento começa com uma conversa com os responsáveis sobre a história e as preferências da criança. “O principal é entender a demanda de cada criança”, afirma.