Caiado usa mA?sica de Chico Buarque para fazer ironia a Dilma Rousseff

Foto: Google

O lA�der do DEM no Senado, Ronaldo Caiado (GO), recorreu A� letra de “Apesar de vocA?”, de Chico Buarque, um hino da esquerda contra o regime militar, para traduzir a expectativa em relaA�A?o ao depoimento da presidente afastada, Dilma Rousseff, marcado para A�s 9 horas desta segunda-feira (29). “Apesar de vocA?, amanhA? hA? de ser um outro dia”, cantarolou, ao sair da reuniA?o com senadores da base aliada do governo do presidente em exercA�cio, Michel Temer, na manhA? deste domingo.

De camiseta polo manga curta verde bandeira e mocassim Prada, Caiado disse que um dos traumas de sua vida A� nA?o saber cantar. No ensaio da primeira comunhA?o, uma freira teria dito ao senador goiano que ele deveria apenas mexer a boca em vez de cantar. “Mas hoje vou passar o dia treinando ‘Apesar de vocA?, amanhA? hA? de ser um novo dia…'”, provocou.

“Apesar de vocA?” A� uma das principais mA?sicas de protesto composta por Chico Buarque nos anos 1970. O cantor voltou a entoar o hino neste mA?s, contra Temer, depois de ficar mais de 40 anos sem cantar letras muito associadas A� luta contra o regime militar. Chico Buarque A� um dos convidados de Dilma para a sessA?o desta segunda, junto com o ex-presidente Luiz InA?cio Lula da Silva.

“De um lado a elite polA�tica, que participou de todos os benefA�cios desses 13 anos em que a sociedade foi duramente penalizada. Do outro lado, a voz dos 200 milhA�es de brasileiros que foram para as ruas”, afirmou Caiado, completando que a lista de convidados da base aliada A� de “pessoas comuns”.

O tom descontraA�do marcou a reuniA?o dos lA�deres governistas na manhA? deste domingo. Acostumados a vir ao Senado de terno e gravata, todos dispensaram a formalidade e vieram de trajes esportivos, como calA�a jeans e camisas.

Perguntas a DilmaA�

Os senadores aproveitaram o encontro para discutir como vA?o abordar a presidente Dilma e a ordem de quem vai fazer as perguntas. Eles escalaram nomes de mais representatividade para serem os primeiros.

O relator do processo de impeachment no Senado, AntA?nio Anastasia (PSDB-MG), vai ser o quinto. O lA�der do governo na Casa, Aloysio Nunes (PSDB-SP), o sA�timo. O presidente do PSDB nacional, AA�cio Neves, serA? o 11A?.

AtA� agora, 47 dos 81 senadores estA?o inscritos para fazer perguntas durante o depoimento da petista. A primeira serA? feita pela senadora KA?tia Abreu (PMDB-TO), uma das mais ferrenhas defensoras de Dilma. Do lado favorA?vel ao impeachment, falarA? primeiro a senadora Ana AmA�lia (PP-RS).

Segundo AA�cio Neves, as perguntas se delimitarA?o aos assuntos tA�cnicos dos motivos do impeachment, como a ediA�A?o de decretos suplementares e as chamadas pedalada fiscais, que sA?o atrasos no repasse a bancos pA?blicos. Ele disse que quem darA? o tom serA? a presidente.

“Vamos tratar a presidente afastada com todo respeito que ela merece como pessoa e como presidente, mas nA?o vamos aceitar provocaA�A�es. Se existirem, serA?o respondidas A� altura”, disse o senador JosA� Agripino (DEM-RN).

Protagonista dos principais estranhamentos nos primeiros dias do julgamento, Caiado foi questionado sobre como serA? sua reaA�A?o caso os petistas o provoquem. Respondeu que “para cada aA�A?o, tem uma reaA�A?o”. “O risco que corre o pau, corre no machado”, disse o senador, citando um ditado, segundo ele, goiano.

O depoimento da presidente afastada estA? marcado para comeA�ar A�s 9 horas. Ela terA? 30 minutos para fazer uma exposiA�A?o inicial, tempo que pode ser prorrogado. Em seguida, os senadores terA?o cinco minutos para fazer suas perguntas. A presidente nA?o tem um tempo delimitado para as respostas.

Segundo os senadores, eles usarA?o o tempo nA?o sA? para questionA?-la sobre os pontos do processo, mas tambA�m para fazer anA?lises sobre a atual conjuntura, uma consequA?ncia, de acordo com eles, da administraA�A?o petista.

Os apoiadores do impeachment esperam que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, estabeleA�a limites para a fala de Dilma. No entanto, o magistrado nA?o deve interromper a presidente afastada, uma vez que isso pode ser considerado, juridicamente, cerceamento de liberdade da defesa da rA�.

Fonte: Tribuna da Bahia

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