A escritora baiana Carla Akotirene lançou “Amor Preto: Escrevivências sobre racismo e interseccionalidades”, pela Editora Record. O livro, de 126 páginas, foi apresentado na Bienal de São Paulo e já chegou às livrarias.
A obra parte das relações entre mulheres e homens pretos para discutir como o afeto é atravessado por estruturas sociais e raciais. Akotirene propõe um olhar antirracista sobre o amor, com temas como cuidado, respeito espiritual, vínculos, ancestralidade e as marcas deixadas pelo racismo.
Parte da reflexão aparece no chamado “diário de Iyabá”, em que a autora mistura experiências pessoais, produção intelectual e saberes ancestrais, em diálogo com a escrevivência de Conceição Evaristo. Ela também trabalha a ideia de “descolonização psíquica”, para falar da ruptura com padrões de autorrejeição.
O livro conversa ainda com a crítica feminista negra de Toni Morrison, Alice Walker e bell hooks e com a poesia de Lande Onawale.
Natural de Salvador e doutora em Estudos Feministas, Carla Akotirene é autora de “Interseccionalidade”, da coleção Feminismos Plurais. A edição impressa de “Amor Preto” custa R$ 59,90 no site da Record, e o e-book sai por R$ 39,90.