Clientes lesados pela PDG temem possA�vel falA?ncia da empresa

Foto: TA?cio Moreira/ Metropress

“Eu comprei um apartamento em fevereiro de 2015, com a previsA?o para receber em junho de 2015, depois eu recebi a notA�cia, por terceiros, que a obra estava em atraso. Tentei fazer a troca do imA?vel e consegui fazer uma migraA�A?o, com a previsA?o para entregar agora em janeiro. Quando janeiro chegou, fui informada que eles nA?o tinham mais previsA?o nenhuma de entrega do apartamento”A�(Rafaela Dias, administradora).

“Eu adquiri no comeA�o de 2008 e era um imA?vel com previsA?o de entrega para 2010. Eu dei uma entrada, continuei pagando, eles alegaram vA?rios motivos para atraso, uns motivos esdrA?xulos, e ele sA? foi entregue em 2012, com quase dois anos de atraso”A�(Luciano Caldas, jornalista).A�

Os relatos sA?o de clientes que se sentiram lesados pela construtora PDG aqui em Salvador. Uma das maiores incorporadoras do paA�s acumula uma sA�rie de denA?ncias por nA?o cumprir prazos na entrega de imA?veis, pela falta de comunicaA�A?o e ainda por problemas graves dentro da prA?pria empresa, como o que aconteceu com a administradora Rafaela Dias.

“Eu peguei o Flex PiatA?. Ele tem de 53 metros, 58 e de 71. Eles nA?o dizem. Eu fiquei sabendo atravA�s dos prA?prios funcionA?rios da PDG que a obra parou, porque tinha um prA�dio que estava torto, e era justamente a torre que eu peguei. Estou tentando desde janeiro, fazer a migraA�A?o, sA? que, a proposta da PDG A� uma proposta ridA�cula, indecente. O apartamento que estA? valendo R$ 238 mil, eles querem fazer a migraA�A?o e querem que eu pague R$ 257 mil, sendo que esse valor jA? A� embutido a corretagem. SA? de corretagem, eu paguei R$ 13.700,00. Estou com duas aA�A�es contra ele, uma da corretagem e outra por atraso da obra”, falou Rafaela.

Na A?ltima segunda-feira (26), uma matA�ria publicada no jornal O Estado de SA?o Paulo indica que a PDG acumula alA�m de denA?ncias, uma dA�vida bilionA?ria. A empresa tem imA?veis parados que somam quase 3 bilhA�es de reais de prejuA�zos e, atA� o fim do ano, deve entrar com um pedido de recuperaA�A?o judicial.

Para o jornalista Luciano Caldas, que tenta ser indenizado pelos danos causados pela incorporadora, a notA�cia A� ruim. “Na A�poca, quando eu planejei meu casamento, eu tive que postergar por conta desse atraso na entrega do imA?vel, e depois disso, eu tomei as medidas judiciais, ajuizei uma aA�A?o por conta de alguns fatores do atraso em si, dos danos morais e materias, alA�m da cobranA�a de corretagem. Como muitas coisas na JustiA�a, elas se arrastam, em passos de tartaruga, como nA?o teve sentenA�a em definitiva, a notA�cia entrou como algo muito ruim, ficou uma tristeza, porque pode ser provA?vel que eu nA?o veja ressarcimento nenhum pelo prejuA�zo que eu tomei e que eu nA?o tive culpa alguma, somente a PDG, e agora eu vou ficar a ver navios. Como consumidor eu me sinto bastante lesado”, disse.

SA? em 2015, a PDG demitiu 60% dos funcionA?rios, mas os resultados nA?o mostraram reaA�A?o. Enquanto isso, Rafaela Dias lamenta que atA� hoje nA?o tenha recebido a casa prA?pria, depois de tantos gastos e quase dois anos de fechada a negociaA�A?o com a incorporadora. “Eles garantiram que o imA?vel ia sair em junho de 2015 e eu estava grA?vida, e meu filho nasceu em julho de 2015, entA?o, na minha cabeA�a, eu vou receber em junho, tenho um mA?s para preparar o imA?vel e me mudar e atA� hoje, eu moro de favor na casa da minha sogra”, falou a administradora.

Fonte: Metro1

Comments (0)
Add Comment