O corpo da professora baiana Juliana Mattos de Lima Santiago, de 41 anos, foi transferido para Salvador na tarde do último sábado (7), após liberação do Instituto Médico Legal (IML) de Porto Velho, em Rondônia. O local e o horário do sepultamento ainda não foram divulgados pela família.
Juliana, que era professora de Direito e escrivã da Polícia Civil, foi assassinada a facadas na noite da última sexta-feira (6), dentro de uma sala de aula de uma universidade particular da capital rondoniense. O crime aconteceu por volta das 21h50 e foi registrado como feminicídio.
O autor do ataque é o estudante João Cândido da Costa Junior. Segundo informações do boletim de ocorrência, ele tentou fugir após o crime, mas foi contido ainda no local. Um policial que estava na instituição deu voz de prisão ao suspeito, que foi levado inicialmente a uma unidade de pronto atendimento e, posteriormente, encaminhado ao Departamento de Flagrantes.
Neste sábado (7), João Cândido passou por audiência de custódia e teve a prisão em flagrante convertida em preventiva. De acordo com o Tribunal de Justiça de Rondônia (TJ-RO), ele deverá ser transferido para o sistema prisional.
Juliana chegou a ser socorrida, mas deu entrada no Hospital e Pronto-Socorro João Paulo II já sem vida. Conforme informado pela equipe médica, a professora apresentava duas perfurações na região do tórax e uma laceração no braço direito, o que indica tentativa de defesa.
Motivação do crime
À polícia, o estudante relatou que mantinha um relacionamento amoroso com a vítima há cerca de três meses e que teria ficado emocionalmente abalado ao perceber um distanciamento recente. Ele afirmou que se sentiu afetado após ver, em um aplicativo de mensagens, uma publicação da professora ao lado de um ex-companheiro.
Ainda segundo o depoimento, no dia do crime, o aluno aguardou ficar sozinho com Juliana em uma sala de aula, iniciou uma conversa sobre o relacionamento e, após uma discussão, desferiu os golpes de faca. Para a polícia, o relato aponta indícios de premeditação.
Em nota, o Centro Universitário Aparício Carvalho (Fimca) manifestou pesar e repúdio pelo assassinato, informou que está prestando assistência à família da vítima e decretou luto institucional de três dias, com suspensão das atividades acadêmicas.