Crianças no espectro autista entrevistam Rogério Ceni na Cidade Tricolor

Um grupo de crianças no espectro autista assumiu o lugar dos repórteres na Cidade Tricolor e entrevistou o técnico Rogério Ceni. A ação foi realizada pelo Bahia em parceria com a Clínica Mundo TEA e durou cerca de 20 minutos.

As perguntas fugiram do roteiro habitual das entrevistas de futebol. Em vez de escalação e próximo adversário, os pequenos quiseram saber da vida do treinador. Um deles, Lenilson, desafiou Ceni com contas de matemática — incluindo uma dízima periódica, que o técnico resolveu na hora.

Ceni contou como era sua rotina na juventude, quando dividia o dia entre o vôlei às 6h, as aulas até as 11h30, o expediente no Banco do Brasil das 12h30 às 16h30 e os estudos à noite. Com o tempo, largou o vôlei para se dedicar ao futebol sem abandonar o trabalho nem a escola.

Perguntado sobre o que faz hoje, admitiu que o corpo já não acompanha o futebol competitivo e que tem preferido o tênis. À menina Luísa, que disse querer ser goleira, ofereceu treino especializado, convidou para acompanhar as sessões e deu um par de luvas autografadas.

Ceni está no comando do Bahia desde setembro de 2023 e passou recentemente das 200 partidas à frente do clube. No período, conquistou os Campeonatos Baianos de 2025 e 2026 e a Copa do Nordeste de 2025. É hoje o segundo trabalho mais longo entre os técnicos do futebol brasileiro.

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