Agredido por um agente da Guarda Municipal, em plena Avenida AntA?nio Carlos MagalhA?es, em Salvador, o empresA?rio Marcelo Dias ainda nA?o entende o motivo para a confusA?o. A aA�A?o truculenta, na A?ltima quinta-feira (22),A�chamou a atenA�A?o e indignou quem passava pela via a�� uma das mais movimentadas da capital baiana. Em entrevista ao Metro1, nesta sexta-feira (23), o empresA?rio detalhou o caso e deixou claro que vai “atrA?s dos direitos”.
A situaA�A?o aconteceu por volta das 16h. O empresA?rio seguia para um hospital, onde encontraria a esposa grA?vida e descobriria o sexo do bebA?. “Eu estava em estado de euforia total indo encontrar minha esposa. Ela tA? grA?vida de quatro meses. Eu ia saber o sexo do meu nenA�m. Eu tava o cara mais zen que vocA? imaginar na face da terra”, afirmou.
“Eu tava parado na sinaleira, o carro deles do lado, na hora que o sinal abriu, ele foi arrancar com o veA�culo dele e quando foi virar bateu no meu carro acidentalmente. Ele bateu e evadiu. Eu estava atrA?s dele, tive que seguir no mesmo caminho. Na sinaleira um pouco a frente tava engarrafado, parei ao lado dele, baixei o vidro do carona, estava sozinho e falei: ‘Boa tarde, nA?o sei se o senhor percebeu mas o senhor colidiu no meu veA�culo’. Quando eu falei isso, ele falou: ‘VocA? quer dizer o quA? com isso sua desgraA�a?’. ComeA�ou a me xingar”, relatou.
Tempestade em copo d’A?gua
De acordo com o empresA?rio, a tentativa de conversar e resolver qualquer problema nA?o teve sucesso e apenas contribuiu para o inA�cio das agressA�es. “Disse que eu gostaria que ele parasse e fizesse a ocorrA?ncia do acidente. Quando eu disse isso, ele puxou a arma, os outros desceram e pediram pra eu sair com a mA?o pra cima. SaA� do carro e andei em direA�A?o a ele jA? me deu um soco no peito”, disse. “Documento e CNH pra vocA? nA?o morrer aqui!”, teria dito o GM.
Adjetivado como “vagabundo” e “filho da puta”, Marcelo nega que tenha provocado o tumulto. “Em momento nenhum levantei a voz. Jamais abriria a boca com um cidadA?o armado, apontando uma arma pra minha cara”, afirmou. Marcelo aproveitou para desmentir novamente a versA?o da Guarda Municipal sobre sua conduA�A?o A� uma delegacia. Marcelo diz ainda que o agente queria levA?-lo “de qualquer jeito”. “Ele me colocou dentro do meu carro, apontou a arma pra mim e me deu um soco na cara. Jamais entraria na viatura. Eu disse: ‘NA?o vou com o senhor pra lugar nenhum. Se o senhor deu um soco na minha cara na frente de todo mundo, imagina se eu for pra outro lugar com o senhor'”, contou.
“NA?o tA? seguro”
Questionado sobre o afastamento do guarda municipal, o empresA?rio disse que “nA?o A� o suficiente”. “Afastar nA?o significa punir. Afastar ele vai pra casa. A arma alA� podia ser da polA�cia, mas ele pode ter uma arma em casa. Pode ter acesso a algum arquivo, pegar meu endereA�o, descobrir que sou casado, olhar minha vida. NA?o tA? seguro. AlA�m de ser afastada, uma pessoa dessa deveria ter um tratamento psicolA?gico. Ele nA?o tem poder de polA�cia. NA?o tem direito de fazer o que fez. Vou atrA?s dos meus direitos”, finalizou.
Na manhA? desta sexta-feira (23), a prefeitura anunciou que, o agente agressor foi afastado e ficarA? longe da funA�A?o atA� o fim do processo administrativo, jA? instaurado. A Corregedoria informou que, a princA�pio, o nome do agente ainda nA?o pode ser divulgado. Por conta da confusA?o, ele poderA? ser expulso.
Fonte: Metro1