A banda baiana Flerte Flamingo volta à capital onde nasceu para apresentar oficialmente “Dói Ter”, seu primeiro álbum de estúdio. O show especial acontece no dia 5 de dezembro, no Colaboraê, no Rio Vermelho, marcando uma nova fase artística do grupo.
O trabalho, que levou dois anos para ser produzido entre Salvador e São Paulo, reúne 14 faixas que atravessam diferentes atmosferas emocionais — da energia dançante de “Criatura do Mal” e “Pensando Bem” à introspecção sensível de “Preciso Demais” e “Calma, Carolina”.
Conexão com as raízes baianas
Para o vocalista e guitarrista Leonardo Passovi, se apresentar em Salvador tem um simbolismo especial.
“A energia das pessoas e o que elas entregam no show é algo único. Para o público, será como receber em primeira mão a experiência que buscamos retratar no álbum”, afirma.
No palco, a banda recria o universo de “Dói Ter”: uma Salvador boêmia, pré-pandemia, marcada por noites intensas, encontros e memórias persistentes. A estética do espetáculo acompanha essa atmosfera, transitando entre after-party, amanhecer e confissão, compondo uma experiência imersiva e sensorial.
Sobre o álbum
Produzido por Fernando Tavares e Leonardo Passovi, “Dói Ter” aborda temas como intensidade das relações, amor, arrependimentos, saudades, contradições e recomeços — refletindo a emocionalidade de uma geração que vive no limite.
O disco também carrega as marcas da cena independente: processos colaborativos, vulnerabilidades, limitações e invenções características de artistas que criam fora dos grandes centros. Em Salvador, o álbum ganha nova vida ao ser apresentado integralmente pela primeira vez.
A banda
Formado em 2015, o Flerte Flamingo surgiu de maneira espontânea na capital baiana. O grupo consolidou uma identidade musical própria, o “indie samba-rock”, que mistura:
- o balanço e as cadências do samba
- elementos do rock
- influências marcantes da música baiana, como ijexá e samba-reggae
Ao longo dos anos, o conjunto vem se destacando pela união entre sonoridade contemporânea e raízes regionais, construindo um repertório afetivo, urbano e repleto de narrativas visuais.