O Governo Federal sancionou a extinção da Floresta Nacional de Cristópolis, no oeste da Bahia, depois de denúncias de inconsistências na criação da unidade. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (22).
A unidade havia sido criada por decreto em 18 de maio de 2001, com o objetivo de promover o manejo de uso múltiplo dos recursos naturais, a proteção dos recursos hídricos, da biodiversidade e de um fragmento de Caatinga, a recuperação de áreas degradadas e a educação ambiental.
O projeto que deu origem à extinção aponta que, em vez de a reserva ficar no município de Cristópolis, a área descrita no memorial fica em Baianópolis, município vizinho. A divergência não para aí: segundo o texto, a área efetivamente atingida foi de 4.400 hectares, e não os 11.950 hectares estabelecidos.
O documento descreve ainda que, depois da criação da floresta, surgiram denúncias de irregularidades no processo, que resultaram em quatro processos administrativos, incluindo a demissão de um servidor público.
No entendimento do Senado, a área efetivamente atingida, em Baianópolis, não reúne os atributos naturais que justifiquem a criação de uma floresta nacional, a unidade nunca foi implementada de fato e a norma anterior criava impedimentos para produtores rurais acessarem financiamentos e fazerem alterações em suas propriedades.