Fonte Nova foi usada para lavagem de ativos, diz MPF ao pedir prisA?o de ex-OAS

Fotos: Roberto Viana/Arquivo/BocA?o News

O MinistA�rio PA?blico Federal (MPF) citou, ao pedir a prisA?o do empreiteiro Leo Pinheiro, ex-presidente da OAS, irregularidades no contrato da Arena Fonte Nova, em Salvador. O ex-executivo foi preso nesta segunda-feira (5) na OperaA�A?o Greenfield, que apurava irregularidades em fundos de pensA?o. No entanto, Pinheiro jA? havia sido preso por envolvimento no esquema de corrupA�A?o na Petrobras.

De acordo com o documento expedido pelo A?rgA?o, foi constatado, “com boa prova de materialidade”, que Leo PinheiroA�reiteradamenteA�praticou “graves crimes de corrupA�A?o e lavagem de ativos em largo espectro”. “Pontue-se, que aA�lavagem de ativos de aproximadamente R$ 28 milhA�es de reais com a celebraA�A?o de contratosA�ideologicamente falsos como revelado pelos colaboradores Roberto Trombeta e Rodrigo MoralesA�envolveu obras da Petrobras, bem como projetos deA�linhas do MetrA? de SA?o PauloA�e a construA�A?o do EstA?dio Fonte Nova (obra da Copa)”, diz o MPF.

“HA? fortes indicativos de que a OAS nA?o apenas praticou crimes e lavou recursos oriundos da Petrobras, mas tambA�m recursos decorrentes de outras obras pA?blicas para as quais foi contratada”, reforA�a a promotoria, ao citar a Fonte Nova, obras da Petrobras e linhas do metrA? paulista.

Segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, a Arena Fonte Nova foi procurada, mas nA?o se manifestou. A OAS tambA�m nA?o comentou o caso.

Em abril desse ano, o Tribunal de Contas do Estado (TCE), por maioria, decidiu que o contrato para a construA�A?o e o gerenciamento da Arena Fonte Nova A� ilegal. O contrato foi firmado entre o governo do estado e a Fonte Nova ParticipaA�A�es (consA?rcio formado pela Odebrecht e OAS) em 2010, na gestA?o do entA?o governador Jaques Wagner (PT).

Segundo apurou o BocA?o News, votaram pela irregularidade os conselheiros Pedro Lino, Carolina Costa e GildA?sio Penedo. JA? Antonio Honorato e Marcos PresA�dio votaram pela legalidade do contrato. Lino, que foi relator do processo, chegou a pedir a nulidade do contrato, mas foi voto vencido.

Os conselheiros decidiram, por unanimidade, que o governo do estado teria 120 dias para refazer e adequar financeiramente o contrato. Decidiram tambA�m pela aplicaA�A?o de multa mA?xima aos entA?o secretA?rios da Fazenda e o do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, Carlos Martins e Nilton Vasconcelos, respectivamente. TambA�m sofreria a mesma sanA�A?o Raimundo Nonato, Bobo, que na A�poca era diretor geral da SuperintendA?ncia dos Desportos da Bahia. O procurador da A�poca,A�Rui Moraes Cruz, nA?o foi punido.

Fonte: BocA?o News

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