A proposta de renegociação de dívidas de produtores rurais voltou a gerar debate no Congresso Nacional. Aprovado na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, o projeto conta com apoio da bancada do agronegócio, mas enfrenta resistência do Ministério da Fazenda.
O principal ponto de divergência é a taxa de juros prevista no texto. Enquanto o governo defendia percentuais entre 6% e 12%, o relatório aprovado reduziu as taxas para uma faixa entre 3,5% e 7,5%, o que, segundo integrantes da equipe econômica, pode impactar instituições financeiras que atuam no crédito rural.
A preocupação também envolve o aumento da inadimplência no setor. Dados recentes do Banco do Brasil apontam crescimento nos atrasos de pagamento acima de 90 dias. O projeto poderá ser analisado pelo plenário do Senado nos próximos dias.