A Bahia tinha mais de 5,2 milhões de consumidores inadimplentes em julho, segundo a Serasa, alta de 0,86% em relação a junho. No país, o aumento foi de 0,23%, ou seja, o ritmo baiano foi cerca de 3,7 vezes maior.
Em Salvador, a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Fecomércio-BA, mostra que 25% das famílias estavam com contas atrasadas em agosto.
Dados do IBGE ajudam a explicar o aperto: em 2025, a renda domiciliar per capita foi de R$ 1.465 na Bahia, contra R$ 2.316 na média nacional.
“Quando a renda é menor, os gastos essenciais ocupam uma parcela proporcionalmente maior, deixando menos espaço para absorver aumentos de preços, juros ou despesas inesperadas”, explica o economista Vinicius Assis, da Ônix Capital.
Por onde começar
Para quem já está com contas atrasadas, a orientação é primeiro garantir alimentação, moradia e transporte para o trabalho. Depois, listar todas as dívidas com saldo, parcelas e juros, calcular a renda líquida e ver quanto sobra para negociar. Pagar só o mínimo do cartão ou fazer uma dívida para quitar outra são sinais de alerta.