Segundo o jornal, os policiais procuravam armas e drogas e, como nA?o encontraram, teriam levado os jovens de volta para casa. PorA�m, quatro horas depois, os policiais voltaram afirmando que haviam encontrado uma arma com o adolescente. Ele foi entA?o levado para a delegacia, onde passou a noite preso mesmo sendo menor de idade. A mA?e de InA?cio relatou que ele foi liberado no dia seguinte e, ao voltar para casa, contou sobre a tortura e a prisA?o.
a�?O menino andava torto, tinha as pernas inchadas de ter passado a noite inteira de pA�, e dois dias depois comeA�ou a passar mal, estava com falta de ar. Levei-o ao mA�dicoa�?, lembra a mA?e. O adolescente foi a um posto de saA?de, medicado e liberado. Ainda sem conseguir respirar, voltou a ser internado e, quatro dias depois, morreu.
Segundo a famA�lia, o mA�dio explicou que o jovem tinha uma lesA?o na traqueia e no esA?fago, que comprometeu o pulmA?o. As sequelas estariam supostamente ligadas A�s tentativas de asfixia. No primeiro informe, ao qual o EL PaA�s teve acesso, o mA�dico constatou que o garoto havia sido vA�tima de agressA�es e apresentava um a�?enfisema subcutA?neo na regiA?o cervicala�?. O laudo sobre a morte do menino ainda nA?o estA? pronto.
De acordo com o jornal espanhol, a mA?e denunciou o caso para a Corregedoria da PolA�cia, A?rgA?o que fiscaliza as corporaA�A�es, antes mesmo da morte do filho. a�?Meu filho nA?o era errado, mas mesmo que fosse eles nA?o teriam esse direito de fazer o que fizeram com ele. Eles nos advertiram que sabiam onde a gente morava, mas eu denunciei. Antes dele morrer. SA? nA?o deu tempo de salvar a vida delea�?, contou.
Os seis policiais envolvidos continuam trabalhando normalmente. A publicaA�A?o traz ainda outros relatos sobre violA?ncia policial na Bahia. No mesmo bairro onde InA?cio foi abordado, um serralheiro teria denunciado que foi levado no porta-malas de um carro por dois policiais A� paisana.
TambA�m torturado em um matagal, ele teria sido ameaA�ado de morte e espancado durante horas, inclusive tendo A?lcool jogado sobre a cabeA�a. Os agentes envolvidos tambA�m continuariam trabalhando nas mesmas funA�A�es, no ServiA�o de InteligA?ncia da PM.
Fonte:Bahia NotA�cias