Marta, a maior jogadora da história do Brasil, iniciou sua última jornada na Copa do Mundo Feminina com o anseio de conquistar o primeiro título mundial para sua equipe. No entanto, o desfecho se transformou em um “pesadelo” com a eliminação surpreendente da seleção canarinho ainda na fase de grupos. A confirmação dessa queda veio após o empate em 0x0 com a Jamaica, em um jogo disputado nesta quarta-feira (2).
“É difícil encontrar palavras em um momento como esse. A Copa que eu sonhava não se transformou assim nem nos meus piores pesadelos. Mas ainda é apenas o começo. O povo brasileiro clamava por renovação, e ela está acontecendo. A única ‘veterana’ aqui sou eu. A maioria são jovens cheias de talento, com um longo caminho pela frente. Minha jornada se encerra aqui, mas a delas continua”, declarou Marta, com evidente abalo emocional. Embora estivesse anunciando sua despedida do torneio, a Rainha do Futebol fez um apelo pela continuidade do apoio à Seleção feminina. Ela reforçou a importância da renovação do time e projetou um futuro mais promissor para o futebol feminino. Marta também mencionou os progressos de seleções adversárias, como o caso da própria Jamaica. As Reggae Girlz sofreram 12 gols na edição anterior da Copa, incluindo três do Brasil. Quatro anos depois, avançaram para as oitavas de final sem terem sua defesa vazada.
“Estamos testemunhando seleções que anteriormente eram derrotadas por sete, oito, ou até dez gols, agora competindo em pé de igualdade com os gigantes. Isso demonstra que o futebol feminino é um produto que gera lucro, que proporciona prazer aos espectadores. Peço que continuem apoiando, e apoiando ainda mais”, ressaltou Marta. Ela expressou sua confiança no crescimento contínuo da modalidade e na sua contribuição para o fortalecimento do futebol feminino global.