Morte por difteria na Itália reacende alerta sobre vacinação

A morte da menina Anna Rosa Bartolotta, de quatro anos, por difteria na Itália levou médicos a reforçar a importância da vacina. Foi o primeiro caso documentado no país em quase 30 anos. Os pais não a vacinaram por acreditarem que a vacina causaria autismo, e são investigados por homicídio culposo. Um primo da menina também testou positivo, mas se recupera bem porque havia iniciado o ciclo vacinal.

A difteria é causada por bactéria e é considerada endêmica controlada no Brasil. O país registrou dois casos confirmados em 2026 e cinco mortes desde 2014.

Entre os sintomas estão prostração, palidez, dor de garganta e a formação de pseudomembranas, placas esbranquiçadas ou amarelo-acinzentadas. Em casos graves podem ocorrer edemas no pescoço, miocardite, neurite e nefropatia tóxica, com insuficiência renal e morte.

A vacina foi criada em 1923 e é aplicada aos 2 meses, na pentavalente, com reforços aos 4, 6 e 15 meses e aos 4 anos. Na vida adulta, o reforço é a cada 10 anos. Em 2026, a cobertura foi de 89% na primeira dose, 87% no primeiro reforço e 80% no reforço dos 4 anos.

As informações são da infectologista Valeria Paes, do Hospital Sírio-Libanês, e do pediatra Juarez Cunha, diretor da SBIm.

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