O Ministério Público do Trabalho (MPT) entrou com uma ação contra a Azul Linhas Aéreas por assédio moral organizacional no setor fiscal e tributário da empresa, em Barueri (SP). O órgão pede R$ 3 milhões por danos morais coletivos e a adoção de medidas para proteger a saúde mental dos trabalhadores.
A ação é resultado de um inquérito aberto em 2024 para apurar denúncias de cobranças excessivas, pressão psicológica, jornadas longas e chamados frequentes fora do horário de trabalho. Segundo a investigação, os fatos começaram em 2021.
O MPT analisou documentos e comunicações internas e ouviu trabalhadores e ex-funcionários. De acordo com o órgão, há indícios de cobranças durante folgas, férias e afastamentos médicos, além de práticas de gestão que contribuíram para o adoecimento de empregados.
A ação ainda será analisada pela Justiça do Trabalho.