Operação Domino: Como uma investigação antiterrorista na Itália revelou conexões de financiamento ao Hamas e Hezbollah na Bahia

Por trás de ONGs e portais de notícias pró-Palestina, autoridades europeias desvendam uma teia de lavagem de dinheiro de 7 milhões de euros que encontrou terreno fértil no Brasil.

A operação Domino, deflagrada pela polícia antiterrorismo da Itália no final de 2025, expôs o que autoridades europeias classificam como uma das mais sofisticadas estruturas internacionais de lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo. O alvo principal? O abastecimento financeiro do Hamas e do Hezbollah. No entanto, o detalhe que tem causado maior apreensão nas esferas de inteligência internacional é a ramificação dessa rede diretamente no coração do Brasil: a cidade de Salvador, na Bahia.

A investigação, que já resultou na prisão de nove pessoas e no bloqueio de rotas financeiras complexas, revela que cerca de 7 milhões de euros circularam por meio de entidades de fachada e triangulações financeiras em diversos países.

A Peça Central: Jornalismo ou Propaganda?

O elo entre a Europa e o Brasil atende pelo nome de Angela Lano, uma jornalista italiana e diretora editorial do site infopal.it. Durante anos, Lano manteve um perfil público de ativista e defensora da causa palestina. Contudo, as investigações italianas apontam para um papel muito mais sombrio: ela é formalmente investigada por concurso em terrorismo, acusada de usar sua plataforma como máquina de propaganda para justificar ações extremistas.

Os investigadores descobriram que a jornalista teria recebido cerca de 300.000 euros de sociedades atribuídas a Mohammad Hannoun, figura chave no esquema de financiamento do Hamas na Europa.

O Rastro na Bahia: A Criação da “Infopal”

O que traz o escândalo europeu para o território nacional é uma movimentação societária altamente suspeita. Documentos obtidos pela apuração internacional mostram que Angela Lano registrou formalmente uma empresa no Brasil, também batizada de Infopal, com sede em Salvador (BA).

Abertura da empresa ocorreu em 27 de fevereiro de 2023, mas seu funcionamento foi efêmero, sendo encerrada em novembro do mesmo ano. A grande interrogação das autoridades antiterrorismo é: Por que uma jornalista italiana, operando um portal na Europa, precisaria abrir uma empresa no Nordeste brasileiro para falar sobre o Oriente Médio?

Para os investigadores, a resposta não reside no jornalismo, mas na criação de infraestrutura logística e financeira para abrigar operações do Hamas e células internacionais do Hezbollah fora do radar das agências europeias.

O aprofundamento da Operação Domino tem gerado apreensão em setores políticos. Interceptações de mensagens e quebras de sigilo revelaram articulações que vão muito além da solidariedade ideológica. Documentos citam membros ligados ao Hamas e ao Hezbollah atuando em lobby político e influência contra acordos de reféns.

A investigação faz menção a estruturas como a Unidade de Ações Externas do Hezbollah, sugerindo que o Brasil não apenas serviu como rota de lavagem de dinheiro, mas como base para articulações políticas estratégicas. O material apreendido na Itália indica que a rede tentava estabelecer conexões com figuras políticas locais — notadamente ligadas à esquerda brasileira — para garantir um ambiente político favorável, travestindo apoio estrutural a grupos terroristas de “defesa de direitos humanos”.

O Silêncio Brasileiro

Enquanto o escândalo domina as manchetes na Itália e acende alertas na Interpol, a repercussão no Brasil permanece majoritariamente silenciada. A revelação de que o país pode estar sendo utilizado como “porto seguro” logístico e financeiro para organizações que sequestram e promovem atentados levanta questionamentos urgentes sobre a segurança de fronteiras e a fiscalização de ONGs internacionais atuando em território nacional.

Se a Operação Domino continuar a puxar o fio das movimentações financeiras da Infopal na Bahia, o escândalo pode atravessar as fronteiras de forma definitiva, forçando o Brasil a encarar sua posição em um tabuleiro geopolítico de alto risco.

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