A falta de preparaA�A?o de profissionais e de instituiA�A�es especializadas no trabalho com atividade fA�sica para pessoas com deficiA?ncia ainda A� uma dificuldade para o avanA�o do esporte adaptado no paA�s. Segundo a professora Janice Zarpellon Mazo, da Escola de EducaA�A?o FA�sica, Fisioterapia e DanA�a da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), apesar de ser obrigatA?ria a inclusA?o de uma disciplina de educaA�A?o fA�sica especial nas faculdades de EducaA�A?o FA�sica, na maioria das instituiA�A�es o assunto A� tratado de forma superficial e focado mais na necessidade de inclusA?o social de crianA�as com deficiA?ncia nas escolas.
a�?Na maioria das faculdades A� apenas uma disciplina, com quatro crA�ditos, 60 horas. EntA?o, dentro da formaA�A?o de um profissional de educaA�A?o fA�sica, podemos considerar pouco. E, muitas vezes o professor acaba focando mais a questA?o da necessidade de inclusA?o social na escola, porque ele A� obrigado a aceitar algum aluno com deficiA?ncia. Mas, para trabalhar a preparaA�A?o para o campo do esporte, acredito que precisarA�amos de mais disciplinas a�?, diz a professora. Segundo ela, existem duas faculdades que sA?o referA?ncia no assunto no Brasil: a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a Universidade Federal de UberlA?ndia (UFU).
Com o objetivo de melhorar a formaA�A?o de profissionais de educaA�A?o fA�sica para a questA?o do esporte adaptado, Janice criou uma disciplina na UFRGS para tratar do assunto. Ela sugere que a preparaA�A?o dos profissionais de educaA�A?o fA�sica deve incluir cursos de formaA�A?o de treinadores e de preparadores fA�sicos para pessoas com deficiA?ncia. a�?Queremos formar profissionais ou, pelo menos, sensibilizar os profissionais da educaA�A?o fA�sica para esse campo de trabalho. A� um mercado em expansA?o, A� bem promissor para os profissionais de educaA�A?o fA�sica. Mas acredito que ainda nA?o se percebe isso aqui no Brasila�? , afirma a pesquisadora.
Coordenador de programas esportivos adaptados da AssociaA�A?o Desportiva para Deficientes (ADD), Sileno Santos tambA�m considera que a formaA�A?o dos profissionais para o esporte adaptado nas faculdades A� feita de forma superficial. a�?Quando me formei, hA? 20 anos, jA? existia disciplina na faculdade relacionada ao tema de esporte para pessoas com deficiA?ncia. Mas A� feita apenas uma pequena iniciaA�A?o, explicando o que A� a modalidade. O profissional que sai da faculdade tem muito pouca noA�A?o de como trabalhar com esse pA?blico. EntA?o, quem tem interesse em trabalhar com isso tem que buscar cursos de especializaA�A?o ou adquirir um conhecimento gerado pela prA?tica profissionala�?.
Para Santos, A� preciso maior conscientizaA�A?o sobre os direitos das pessoas com deficiA?ncia, especialmente no caso das crianA�as. a�?Quando ela vai para uma escola, tem que ter profissionais capacitados para atender A�s demandas dessas crianA�as. EntA?o, os profissionais tA?m a obrigaA�A?o de se atualizar, procurar cursos, porque a demanda na escola chega. Se a formaA�A?o na graduaA�A?o nA?o A� suficiente, ele tem que procurar meios de adquirir esse conhecimento porque o aluno vai estar lA?a�?, diz o coordenador. Ele lembra que tambA�m faltam instituiA�A�es para desenvolver o esporte adaptado a crianA�as no Brasil. a�?Se comparado a outros paA�ses, praticamente nA?o existe o esporte para crianA�as com deficiA?ncia no paA�sa�?.
A ADD A� uma instituiA�A?o esportiva sem fins lucrativos, mantida por meio de leis de incentivos, apoios e patrocA�nios, que atua hA? 20 anos em SA?o Paulo. No programa de iniciaA�A?o ao esporte sA?o atendidas cerca de 250 crianA�as e adolescentes que nasceram ou se tornaram deficientes, com foco na inserA�A?o social por meio do esporte. As crianA�as menores fazem atividades esportivas e culturais e, a partir dos 12 anos, sA?o direcionadas para esportes especA�ficos, como nataA�A?o, basquete, atletismo e bocha.
JA? o programa de rendimento da instituiA�A?o atende a 50 atletas que fazem treinamentos diA?rios para melhorar sua tA�cnica, com a possibilidade de participar de competiA�A�es. a�?O programa de iniciaA�A?o A� a base do desenvolvimento do esporte de rendimentoa�?, diz Santos, lembrando que atletas como o nadador Daniel Dias e o jogador de basquete em cadeira de rodas Pedro Vieira, que estarA?o na ParalimpA�ada do Rio de Janeiro, comeA�aram sua prA?tica esportiva na ADD.
Fonte: BocA?o News