O MinistA�rio PA?blico do Estado do Rio Grande do Sul, denunciou na terA�a-feira (16) por formaA�A?o de quadrilha, estelionato, patrocA�nio infiel e lavagem de dinheiro, o advogado e diretor jurA�dico da Oi, Eurico Teles. A�Eurico e outras trA?s pessoas sA?o acusadas de ter participado de um esquema de estelionato que, segundo a PF, lesou mais de 30 mil pessoas no estado.
O diretor era responsA?vel por subornar um escritA?rio de advocacia que defendia mais de 13 mil clientes em aA�A�es contra a Oi, em troca do encerramento das aA�A�es judiciais. O esquema teve inA�cio apA?s Eurico Teles receber a missA?o de propor soluA�A�es para reduzir o tamanho do passivo da companhia. A�Com isso, foi contratado o escritA?rio do advogado MaurA�cio Dal Agnol, que se destacava por conseguir bloquear vA?rias aA�A�es na JustiA�a estadual.
Com o acordo, a Oi pagaria R$ 50 milhA�es a Dal Agnol para que os processos de seus clientes fossem encerrados por metade do valor que jA? tinha sido depositado pela prA?pria empresa em juA�zo, cerca R$ 638 milhA�es. Com isso, a Oi conseguiu recuperar cerca de R$ 300 milhA�es.
Durante as investigaA�A�es a PolA�cia Federal descobriu outra fraude: A�entre 2009 e 2013 circularam R$ 2 bilhA�es pela conta do escritA?rio e de empresas de fachada de Dal Agnol, desse valor, apenas uma minoria foi repassada aos acionistas da Oi. Dessa forma, Dal Agnol herdou muito mais que os R$ 50 milhA�es firmados em contrato. A maior parte dos R$ 300 milhA�es recuperados pela Oi foram embolsados pelo escritA?rio. A�Com isso, a Oi tambA�m era lesada.
Ainda de acordo com a PF, Dal Agnol como advogado das partes autoras, movimentava alvarA?s em nome de seus clientes, que permitiam o saque de depA?sitos judiciais feitos pela Oi . AlA�m disso, um funcionA?rio de Dal Agnol percorria o estado em busca de donos de antigas linhas telefA?nicas e os convencia a processar a companhia telefA?nica.
Por meio de nota, a Oi afirmou, que o a�?departamento jurA�dico da empresa ainda nA?o foi cientificado, formal ou informalmente, acerca do ajuizamento de uma aA�A?o penala�?. A Oi diz que seus advogados recebem a informaA�A?o com a�?estranhezaa�?, pois, a�?por diversas vezes, os A?rgA?os investigativosa�? afirmaram que a operadora ou seus representantes legais nA?o eram investigados. A Oi diz que sempre atendeu aos pedidos de informaA�A?o feitos pelos investigadores.A� O advogado MaurA�cio Dal Agnol nA?o respondeu aos pedidos de entrevista.
Fonte: Globo.com