O presidente do Sindicato dos Rodoviários, Hélio Ferreira (PCdoB), na manhã desta quarta-feira (19), que os próximos dias poderão ser cruciais para a categoria. Inquietos e insatisfeitos com imposições de empresários das concessionárias de ônibus e da Prefeitura, o presidente não descartou a possibilidade de ter uma greve geral em Salvador.
Hélio Ferreira, que também é vereador, pontuou três problemas que tem tirado o sono da categoria, são eles: campanha salarial, compensação do horas e o estudo do Cecap.
“Hoje, nós temos três pontos cruciais que podem levar a categoria a greve: a campanha salarial, os empresários não estão valorizando a categoria e não propõem um reajuste salarial. A categoria também reivindica o excesso de horas extras nos finais de semanas que não estão sendo compensados e o estudo do Cecap, que pretende retirar os cobradores dos ônibus”, disse Ferreira.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Rodoviários, a Prefeitura, comandada pelo gestor municipal Bruno Reis (União Brasil), está em discussão com os empresários para analisarem uma possível demissão em massa dos cobradores das frotas dos transportes públicos, através deste estudo. A medida ocasionará a retirada de cinco mil postos de trabalhos na capital baiana.
“Estamos com medo de tirar os cobradores através de um decreto. Se isso acontecer, vamos organizar uma manifestação com a categoria nas grandes avenidas, vamos tomar as ruas, fazer paralisação e até uma greve geral”, afirmou.
Rodoviários do CSN
Ferreira também apontou outro problema antigo da categoria com a Prefeitura: o impasse com os rodoviários da antiga Concessionária Salvador Norte (CSN). Segundo o presidente do Sindicato dos Rodoviários, até o momento não houve um acordo definitivo entre a categoria e a gestão municipal.
“O prefeito garantiu que usaria a influência dele para a resolver a pendência com os [empresários] do CSN. Até hoje, alguns rodoviários que foram demitidos não receberam o pagamento”, alegou o titular da categoria.
Reajuste tarifário
Os soteropolitanos que utilizam transportes públicos já podem preparar o bolso para um possível aumento no valor das passagens, prevista para acontecer no fim desse mês e inicio do mês de maio.
Sobre o tema, a Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob) alega que a revisão tarifária é necessária para a manutenção dos ônibus na capital baiana. Já Hélio Ferreira declara ser contra a medida.
“O aumento tarifário é o apartheid da população, que serão excluídas com o aumento dos valores dos transportes”, pontuou.
Ferreira afirmou que a elevação tarifária leva os soteropolitanos a optarem por outros modais mais econômicos, como a bicicleta ou o descolamento a pé aos seus respectivos destinos. A ação pode causar uma grande redução no uso dos coletivos públicos soteropolitanos.
Para ele, a solução seria adotar a medida de tarifa zero, assim como acontece da cidade de Vargem Grande Paulista, em São Paulo. “A solução seria um transporte de inclusão, hoje existe a tarifa zero em grande lugares do país. É um ganho muito grande”, defendeu.
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