Hangzhou (China) – O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), considera que seria “desproporcional” cassar o mandato da ex-presidente Dilma Rousseff e, ao mesmo tempo, impedi-la de ocupar cargos pA?blicos. Ele voltou a negar qualquer manobra para fatiar o julgamento do impeachment e avaliou que o desfecho dado ao processo de impeachment nA?o pode ser aplicado ao caso de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ex-presidente da CA?mara que responde a processo de cassaA�A?o.
Em conversa com jornalistas brasileiros em Hangzhou, onde acompanha o presidente Michel Temer A� cA?pula do G20, o presidente do Senado garantiu que o resultado do julgamento de Dilma nA?o abre qualquer precedente para votaA�A�es semelhantes no Congresso, citado especificamente o processo de Cunha.
a�� Ela (Dilma) jA? foi punida, afastada, mas nA?o inabilitada. A lei A� especA�fica que trata do presidente. NA?o tem relaA�A?o com caso de (ex-presidente da CA?mara Eduardo) Cunha e (o ex-senador) DelcA�dio Amaral. Se abrisse, teria dificuldade maior de fazer (o julgamento como aconteceu) a�� disse, completando mais tarde:
a�� O caso do Cunha nA?o tem nada a ver.
Renan Calheiros votou, no processo de impeachment, pela deposiA�A?o de Dilma, mas defendeu a manutenA�A?o dos direitos polA�ticos da ex-presidente. Ele ainda participou das articulaA�A�es que antecederam a decisA?o de fatiar o julgamento.
O peemedebista afirmou que A� natural qque Dilma nA?o tenha gostado do resultado final do julgamento, embora tenha mantido seus direitos de ocupar cargos pA?blicos.
a�� Claro que ela nA?o se sente contemplada por isso, ela queria nA?o ter sido afastada.
O peemedebista tambA�m minimizou os protestos no Brasil, que considerou como um fato “natural” e “da democracia”.
a�� Imagine dois anos atrA?s uma circunstA?ncia de desaparelhamento do PT do Estado. A reaA�A?o seria bem maior. As pessoas tentam fazer uma leitura da polA�tica como uma coisa bem menos complexa do que A� a�� afirmou.
Fonte: O Globo