Sangue raro viaja de avião do Ceará a Minas para salvar paciente transplantado

Uma bolsa de sangue raro coletada no Ceará foi levada de avião até Juiz de Fora, em Minas Gerais, para atender um paciente em estado grave que passou por um transplante de rim e precisava de transfusão. A bolsa chegou na sexta-feira (9).

Exames feitos antes da transfusão encontraram no paciente o anticorpo anti-Jsb, o que dificultou a busca por sangue compatível. A rede de hemoterapia acionou o Cadastro Nacional de Sangue Raro, do Ministério da Saúde, e localizou um doador no Ceará.

Depois da coleta, o sangue foi embalado com controle de temperatura e seguiu na cabine de um avião comercial. A operação, a segunda desse tipo no Brasil, foi possível graças a uma parceria entre o Ministério da Saúde, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e companhias aéreas, que fazem o transporte de graça.

Criado em 2013, o cadastro reúne hoje 2.032 doadores e já ajudou no atendimento de mais de 300 pacientes, segundo o ministério. Outros doadores também foram convocados para ajudar no tratamento do paciente mineiro.

Um tipo sanguíneo pode ser raro não só por causa dos sistemas ABO e Rh. Outros antígenos presentes nas hemácias também influenciam a compatibilidade e podem tornar mais difícil encontrar um doador.