Tenente-coronel da PM é preso suspeito de matar esposa e simular suicídio

A Polícia Civil do Estado de São Paulo e a Polícia Militar do Estado de São Paulo prenderam, nesta quarta-feira (18), o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, suspeito de matar a própria esposa, a também policial Gisele Alves Santana.

O oficial foi indiciado por feminicídio e fraude processual, após investigações apontarem inconsistências na versão inicial de suicídio.

Caso foi inicialmente tratado como suicídio

A morte de Gisele ocorreu no dia 18 de fevereiro, quando ela foi encontrada com um tiro na cabeça no apartamento do casal, em São José dos Campos.

Na ocasião, a versão apresentada era de que a policial teria tirado a própria vida. Ela chegou a ser socorrida e levada ao hospital, mas não resistiu.

No entanto, familiares contestaram a hipótese desde o início, o que levou ao aprofundamento das investigações.

Laudos apontaram inconsistências

Exames realizados pelo Instituto Médico Legal (IML) e pela Polícia Técnico-Científica indicaram elementos que contradizem a tese de suicídio.

Entre os pontos levantados estão:

  • trajetória do disparo incompatível com tiro autoinfligido
  • profundidade dos ferimentos considerada atípica
  • outros indícios técnicos que levantaram suspeitas

Além disso, uma testemunha afirmou ter ouvido um disparo por volta das 7h28, enquanto a polícia só foi acionada às 7h57, o que também reforçou as dúvidas sobre a versão inicial.

Prisão foi determinada pela Justiça Militar

A prisão do tenente-coronel foi realizada por volta das 8h, no apartamento onde o casal vivia. Ele foi encaminhado ao 8º Distrito Policial, na capital paulista.

A medida foi solicitada pela Corregedoria da Polícia Militar de São Paulo, com aval do Ministério Público de São Paulo, e autorizada pela Justiça Militar.

O caso segue em investigação e é tratado como feminicídio, crime caracterizado quando a violência é motivada por questões de gênero.

Burburinho News
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