Thiaguinho trava uma batalha judicial contra uma marca religiosa. O cantor alega, por meio de duas empresas, que o evento “Tardizinha Gospel” pode ser confundido com o seu próprio projeto, o Tardezinha, registrado no INPI. Após derrotas no Tribunal de Justiça de São Paulo, ele entrou com novo recurso para pedir a proibição do uso do termo.
As empresas Paz & Bem Edições Musicais e a Tardezinha Produções e Eventos recorreram da decisão. O recurso foi enviado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), que, se aceitar a solicitação, julgará o caso. O pedido é que a Justiça proíba o uso da expressão “Tardizinha Gospel”.
Os pedidos de Thiaguinho foram negados em primeira instância e também no recurso de apelação. O cantor sustenta que os dois eventos atuam no mesmo segmento, de produção de shows e entretenimento.
A Justiça decidiu que a palavra “tardezinha” é uma expressão popular, usada para designar eventos realizados no período da tarde, e que, por isso, não há sobreposição suficiente entre as marcas.
O relator do caso afirmou ainda que os dois projetos se dirigem a públicos diferentes. “Enquanto o alvo das recorrentes é o público em geral, os consumidores das apeladas estão preponderantemente inseridos no chamado ‘público cristão'”, afirmou, citando o caráter gospel dos eventos.