EUA e Israel ampliam ofensiva e bombardeiam usinas estratégicas de aço no Irã
Uma nova escalada no conflito no Oriente Médio marcou esta sexta-feira (27), após Estados Unidos e Israel realizarem ataques aéreos contra duas das principais usinas siderúrgicas do Irã, ampliando o alcance das ofensivas militares no território iraniano.
Segundo a imprensa local, os bombardeios atingiram instalações nas regiões de Khuzestan, no sudoeste, e Isfahan, no centro do país — áreas consideradas estratégicas para a indústria pesada iraniana. As unidades são apontadas como relevantes tanto para a economia civil quanto para a capacidade militar de Teerã.
Apesar da magnitude dos ataques, não há, até o momento, confirmação oficial de vítimas.
Infraestrutura estratégica na mira
O aço é um insumo essencial para a produção industrial e militar, sendo utilizado na fabricação de equipamentos como mísseis, drones e embarcações. A escolha dos alvos indica uma tentativa de enfraquecer a base logística e produtiva iraniana em meio ao conflito.
A ofensiva ocorre às vésperas de a guerra completar um mês, em um cenário de intensificação dos combates. O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que os ataques devem continuar e poderão ser ampliados enquanto houver retaliações iranianas.
Conflito já deixa milhares de vítimas
De acordo com a Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, o conflito já deixou cerca de 1.900 mortos e mais de 20 mil feridos no Irã desde o início das operações militares.
Paralelamente, Israel mantém bombardeios no Líbano, especialmente em regiões do sul de Beirute, onde atua o grupo Hezbollah, aliado de Teerã.
Dados do Unicef indicam que mais de 370 mil crianças foram deslocadas no Líbano, com ao menos 121 mortes e centenas de feridos em decorrência dos ataques.
Retaliação iraniana e tensão regional
Em resposta, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter lançado mísseis e drones contra alvos militares e energéticos em Israel e também em países do Golfo que abrigam bases norte-americanas.
Instalações portuárias no Kuwait foram atingidas, incluindo os portos de Shuwaikh e Mubarak al-Kabeer. Apesar dos danos materiais, não houve registro de vítimas.
A ofensiva iraniana faz parte de uma estratégia de pressão regional, ampliando o conflito para além das fronteiras diretas e aumentando o risco de instabilidade em todo o Oriente Médio.
Pressão interna em Israel
A estratégia do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu também enfrenta críticas internas. O líder da oposição, Yair Lapid, afirmou que o país conduz operações simultâneas “sem estratégia clara e com recursos insuficientes”.
O porta-voz militar Effie Defrin reconheceu a necessidade de reforço no contingente, indicando desafios operacionais diante da ampliação do conflito.

