Gamil Föppel orquestra ataques na redes sociais a Daniela Borges
Daniela é novo alvo de Gamil, já famoso por perseguir e processar advogados
Nove entre dez advogados consultados por esta coluna apontam que o criminalista Gamil Föppel, que foi candidato à presidência da seccional baiana da OAB nas eleições de 2018, estaria por trás dos ataques à presidente da OAB Bahia, Daniela Borges, nas redes sociais no último final de semana.
Gamil Föppel é advogado de uma servidora do TJBA que, quando ainda era advogada, foi candidata a diretora tesoureira da OAB-BA pela chapa Renova OAB, liderada por Gamil Föppel nas eleições de 2018. Na ocasião, Gamil concorreu à presidência da entidade e foi derrotado por Fabrício Castro.
Sua cliente postou em sua rede social pessoal vídeos com ataques à presidente Daniela Borges em razão da atuação da Procuradoria da OAB BA para garantir o acesso de advogado a documentos que estavam sob sigilo e comprometiam o direito de defesa.
Causou estranheza a forma como esse vídeo passou a ser disseminado nos meios de comunicação, especialmente a intensidade dos ataques à presidente Daniela Borges, que demostraram planejamento e orquestração, tanto pelo calendário de postagens, quanto pela sinergia entre os vídeos postados e a publicação de releases não assinados na imprensa, blogs e influenciadores nas redes sociais.
Observadores apontam que os ataques foram concentrados na presidente da OAB Bahia, ignorando o advogado agressor e chegando a até mesmo colocar em risco o processo judicial em curso, pelas constantes e insistentes violações ao segredo de Justiça.
A OAB Bahia em nota esclareceu que o advogado é alvo de processo disciplinar em curso no Tribunal de Ética e Disciplina que o suspendeu preventivamente em setembro do ano passado por 90 dias, prazo máximo permitido por lei e que a atuação institucional da OAB-BA no caso visou estritamente a defesa das prerrogativas profissionais da advocacia, como a entidade tem feito em dezenas de casos.
Entretanto os ataques à presidente da OAB-BA continuaram, com repetidas violações ao segredo de Justiça.
Além de atacar Daniela Borges, Gamil Föppel seria o responsável também por ataques ocorridos contra outros advogados, demonstrando um padrão de utilização da imprensa para atacar colegas. O advogado também é conhecido por processar os advogados da parte adversária como estratégia processual, o que é conhecido como lawfare processual.
Fontes da advocacia apontam que os ataques promovidos por Gamil têm em comum a utilização de um método sofisticado e anti-ético.
As fontes ressaltam que Gamil sabe que a advocacia e a OAB são proibidas por lei de falar sobre processos disciplinares, que correm em sigilo, bem como sobre processos judiciais que estejam tramitando em segredo de Justiça, e utiliza isso como uma vantagem.
Os ataques consistem então em releases distribuídos secretamente na imprensa e os blogs, que violam o segredo de Justiça em processos de seu interesse para apresentar uma versão distorcida dos fatos, mesclando verdades, ilações e mentiras, de modo a atacar secretamente a honra e a imagem de advogadas e advogados e dificultar ao máximo que eles se defendam adequadamente, posto que para isso teriam que violar o segredo de Justiça.

