Bailarino Ajax Vianna teve trajetória interrompida por crime que marcou a Bahia

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O assassinato do bailarino e coreógrafo Ajax Gonçalves Vianna, um dos principais nomes da dança baiana e integrante do corpo artístico do Teatro Castro Alves (TCA), completou anos como um dos casos de maior repercussão no meio cultural do estado. O artista foi morto aos 60 anos, em dezembro de 2020, dentro do apartamento onde morava, na Avenida Magalhães Neto, no bairro da Pituba, em Salvador.

De acordo com as investigações da Polícia Civil, Ajax foi vítima de espancamento. O principal suspeito, Gefferson do Nascimento Oliveira, então companheiro do bailarino, foi preso em flagrante e confessou o crime durante o interrogatório.

Em setembro de 2021, o acusado foi colocado em liberdade para responder ao processo, decisão que gerou forte comoção e revolta entre familiares, amigos e integrantes da classe artística, que organizaram manifestações pedindo justiça.

O julgamento foi realizado em abril de 2024. Durante a sessão, o Ministério Público da Bahia sustentou que o homicídio foi praticado por motivo torpe e mediante recurso que impossibilitou a defesa da vítima, além de destacar como agravante o fato de Ajax ter mais de 60 anos.

Após cerca de 15 horas de júri, Gefferson foi condenado a 14 anos de prisão. Como não foi encontrado para o cumprimento imediato da pena, passou a ser considerado foragido.

A prisão definitiva ocorreu em 8 de janeiro de 2025, quando equipes da Polícia Civil localizaram o condenado no bairro de Porto Seco Pirajá, em Salvador. Após os procedimentos legais, ele foi encaminhado ao sistema prisional para cumprir a sentença.

Reconhecido por sua importante contribuição à dança e às artes cênicas na Bahia, Ajax Vianna deixou um legado que permanece vivo na cultura baiana, sendo lembrado pelo talento, dedicação e influência na formação de diversas gerações de artistas.

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