Comer de madrugada bagunça o metabolismo e eleva risco de doenças, dizem médicos
Fazer refeições de madrugada pode mexer com o metabolismo, desregular os hormônios e aumentar o risco de obesidade, diabetes tipo 2 e problemas no coração, inclusive entre quem trabalha à noite.
Isso acontece porque a absorção dos nutrientes, a resposta à insulina e o gasto de energia seguem um relógio de 24 horas regulado pela luz do sol. Por isso, a mesma refeição feita às 3h da manhã faz mais estrago do que se fosse ao meio-dia. No escuro, o corpo produz melatonina, o hormônio do sono, que deixa o organismo naturalmente mais resistente à insulina.
Dormir pouco ou fora de hora também desregula o apetite. “Dormir pouco ou fora de hora aumenta a fome e diminui a sensação de saciedade, e a vontade costuma ser de doce e gordura”, explica o médico do trabalho Anísio Pinheiro, perito do Tribunal Regional do Trabalho no Ceará. Ele lembra que a Organização Mundial da Saúde classifica o trabalho noturno como provavelmente cancerígeno.
Para reduzir os danos, a orientação é fazer a refeição principal antes de começar o turno da noite. De madrugada, o ideal é ficar só na água e em chás sem açúcar, ou em lanches leves, como frutas e castanhas.
Também vale parar com o café na segunda metade do expediente e usar óculos escuros na volta para casa de manhã, para não atrapalhar a produção de melatonina e conseguir um sono reparador num quarto escuro, silencioso e fresco.

