Implante cerebral permite que pessoas paralisadas se comuniquem por avatar
Uma iniciativa liderada pela Universidade da Califórnia em São Francisco, nos Estados Unidos, permitiu que pessoas paralisadas se comunicassem por meio de um avatar digital. O trabalho se baseia em interfaces cérebro-computador, e os resultados foram publicados na revista Nature Neuroscience em setembro.
Para testar a tecnologia, os participantes usaram uma grade com 253 eletrodos em uma região cerebral ligada à fala e aos movimentos. Nessa etapa, os voluntários foram treinados para falar frases e fazer gestos, enquanto a atividade cerebral era registrada.
A partir dessas informações, a inteligência artificial foi treinada para identificar padrões ligados a determinadas intenções. Em seguida, o sistema foi conectado ao avatar, permitindo que os participantes respondessem a perguntas e comentários por meio dos comandos reconhecidos pelo algoritmo.
Em um segundo experimento, a precisão diminuiu, mas nunca ficou abaixo de 65%. Segundo o neurocirurgião Edward Chang, responsável pela iniciativa, o diferencial é ter em um mesmo sistema a possibilidade de o usuário falar e gesticular.
“Em nosso dia a dia, os gestos desempenham um papel importante na comunicação”, disse a coautora Samantha Brosler. Os resultados são promissores, mas os especialistas afirmam que o sistema ainda precisa de aprimoramentos e de um vocabulário maior.

