Paciente com tumor cerebral recupera movimentos com cuidado paliativo em Salvador

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Depois de quatro meses e meio de internação e cinco procedimentos de alto risco para tratar um tumor cerebral avançado, Izamar Galliza, de 50 anos, vem recuperando capacidades que pareciam perdidas. Ele está internado no Hospital Casa de Retiro São Francisco, no Horto Florestal, em Salvador.

“Toda manhã eu acordo e logo a equipe me leva para fora, para tomar um ar e ouvir os pássaros cantarem”, conta o paciente, que fez aniversário no último sábado (10), mesma data em que se celebra o Dia Mundial dos Cuidados Paliativos.

A transferência para o hospital partiu da esposa, Nelma Galliza, que buscou alternativas diante da falta de perspectiva no tratamento anterior. Com autorização da equipe médica, Izamar foi levado à unidade e, nas primeiras três semanas, a família já percebeu avanços.

O acompanhamento reúne fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, psicologia e assistência médica. Traqueostomizado, Izamar passou a usar a ventilação mecânica apenas durante o sono, recuperou pequenos movimentos e voltou a se alimentar pela boca, reduzindo a dependência da sonda.

O caso ajuda a desfazer um equívoco comum: o de que cuidados paliativos são apenas para os últimos dias de vida. A abordagem busca prevenir e aliviar o sofrimento de pessoas com doenças graves, levando em conta necessidades físicas, emocionais, sociais e espirituais.

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