Atleta olímpica passa 22 horas por dia na cama por síndrome da fadiga crônica

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A velocista britânica Beth Dobbin, de 32 anos, que representou a Grã-Bretanha nos Jogos de Tóquio, em 2021, hoje passa cerca de 22 horas e meia por dia na cama. Ela foi diagnosticada com encefalomielite miálgica, também chamada de síndrome da fadiga crônica.

Segundo a família, a doença começou em 2022, depois de infecções por Covid-19 e mononucleose. Antes, Beth treinava cinco vezes por semana. Agora, pequenas atividades físicas ou mentais podem piorar os sintomas de forma desproporcional, e ela precisa de ambientes escuros e silenciosos.

A síndrome provoca um cansaço intenso que não melhora com o descanso. Na maioria dos casos a causa é desconhecida, mas infecções podem desencadear o quadro. O diagnóstico é clínico, feito depois de descartar outras doenças.

Não existe tratamento específico: o cuidado busca controlar dores, alterações do sono e outros sintomas. Beth usa 19 medicamentos, e a irmã dela corre uma maratona para arrecadar dinheiro para pesquisas sobre a doença.

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