Como os animais do fundo do mar sobrevivem a uma pressão esmagadora
No fundo dos oceanos, onde a luz do sol não chega e a água é quase congelante, os animais enfrentam uma pressão enorme. A cada 10 metros de profundidade, a pressão aumenta em uma atmosfera. Nas fossas mais profundas, passa de mil atmosferas.
“Quanto mais profundo se está no oceano, maior a pressão que a coluna de água exerce sobre um corpo”, explica a pesquisadora Raquel Avelina, da Universidade Federal Fluminense (UFF).
Para não serem esmagados, esses animais abriram mão de órgãos que guardam ar, como pulmões e bexigas natatórias. “O gás é muito compressível pela pressão, enquanto os líquidos não são”, explica o biólogo Alexander Turra, da USP. Por isso, os espaços com ar foram trocados por cavidades cheias de líquido.
A sobrevivência também depende de membranas celulares mais flexíveis e de moléculas adaptadas para funcionar sob pressão.

