O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), rebateu nesta terça-feira (9) as críticas do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), sobre a gestão estadual na área de segurança pública. Segundo Rodrigues, Neto está utilizando dados desatualizados de 2022 para criticar sua administração, enquanto a realidade atual mostra avanços significativos no combate ao crime organizado.
“É um problema alguém que é da política não estar informado, porque esse cidadão só traz informações erradas. Está errado isso. Eu acabei de dizer aqui… Fizemos uma operação ontem com 80 pessoas apreendidas, com drogas, com armas. Ele insiste em ficar trazendo dados de 2022. Essa semana inteira, meu secretário [de Segurança] Marcelo Werner indo à TV, conversando com vocês [da imprensa], apresentando os indicadores de 2024, dados atuais, redução de crimes violentos, de mortes violentas”, afirmou Jerônimo Rodrigues durante o lançamento da nova Carteira de Identidade Nacional, em um posto do SAC.
No mesmo evento, o secretário de Segurança Pública, Marcelo Werner, destacou que os registros de mortes violentas caíram 13% no primeiro semestre deste ano em comparação ao mesmo período de 2023. Werner mencionou que o balanço, ainda não consolidado, será divulgado em breve.
Apesar das críticas de Jerônimo Rodrigues, as recentes declarações de ACM Neto sobre a violência na Bahia baseiam-se no Atlas da Violência 2024, divulgado em junho. Este levantamento aponta que sete das dez cidades mais violentas do Brasil estão na Bahia. Neto afirmou que o governador “fecha os olhos” para a situação.
Jerônimo Rodrigues enfatizou que os números divulgados por sua gestão são reais e não são escondidos. “Nós não botamos números debaixo do tapete. Não estou questionando se outros estados fazem isso. Mas nós não escondemos isso.”
O governador destacou ainda os esforços contínuos para melhorar a segurança no estado, incluindo a convocação de concursados, a compra de armas e a implementação de câmeras de reconhecimento nas fardas policiais. “Estamos chamando os concursados, comprando armas, botando as câmeras de reconhecimento nas fardas policiais. Eu não entendo. Eu quero trabalhar”, concluiu Rodrigues.