Jornalista que acusou assessor de Feliciano quer anular inquA�rito de SP

(Foto: ReproduA�A?o/GloboNews, Nilson Bastian/CA?mara dos Deputados e ReproduA�A?o/TV Globo)

A defesa de PatrA�cia Lelis, de 22 anos, pediu para o MinistA�rio PA?blico (MP) de SA?o Paulo sugerir A� JustiA�a a anulaA�A?o do inquA�rito policial que cobrou a prisA?o e indiciou a jornalista e estudante de direito por, segundo a polA�cia, ter mentido e extorquido dinheiro de Talma Bauer, assessor do deputado federal Pastor Marco Feliciano (PSC-SP).

Para o advogado Roberto Cidade, o caso de sua cliente, que havia acusado Bauer de sequestrA?-la e mantA?-la em cA?rcere em SA?o Paulo, tem de ser federalizado e investigado pela PolA�cia Federal (PF) por envolver Feliciano, que possui foro privilegiado. O encontro com o assessor do polA�tico ocorreu apA?s PatrA�cia acusar o deputado de tentar estuprA?-la em BrasA�lia.

“Pedimos ao MP que sugira a JustiA�a para anular o inquA�rito da PolA�cia Civil de SA?o Paulo. PatrA�cia nega que tenha cometido os crimes de denunciaA�A?o caluniosa e extorsA?o”, disse Cidade, nesta terA�a-feira ao G1. “O inquA�rito tem de apurar a denA?ncia que ela fez anterioriormente: de que foi sequestrada e mantida em cA?rcere privado pelo assessor.”

Antes de ser indiciada, PatrA�cia havia procurado o 3A? Distrito Policial, Santa IfigA?nia, no centro da capital paulista, para acusar Bauer de sequestro e cA?rcere privado num hotel da cidade, entre julho e agosto. O motivo seria o fato de ela ter acusado Feliciano de tentar estuprA?-la no apartamento dele na capital federal, em junho. Como o polA�tico tem foro privilegiado, o caso do suposto abuso sexual A� investigado pela polA�cia do Distrito Federal

FederalizaA�A?o
“E A� isso o que queremos tambA�m nesse caso de SA?o Paulo, no qual ela acusa o assessor de sequestro e cA?rcere, que ele seja investigado pela PolA�cia Federal e seja analisado pelo Supremo Tribunal Federal [STF]”, disse o advogado de PatrA�cia, que atua no caso ao lado da advogada Rebeca Novaes Aguiar.

Mas para a PolA�cia Civil de SA?o Paulo houve uma reviravolta durante as investigaA�A�es que apuravam a denA?ncia de sequestro e cA?rcere: PatrA�cia mentiu ao acusar Bauer.

Segundo a conclusA?o do inquA�rito, a jornalista e um amigo exigiram dinheiro do assessor para que ela desmentisse a denA?ncia de que Feliciano abusou sexualmente dela.

“Pedi a prisA?o porque ela destrA?i as pessoas que estA?o ao redor dela. NA?o sA? agora como no passado, quando apontou um inocente como estuprador em BrasA�lia. Aqui ela quase destruiu a vida do policiala�?, alegou o delegado Luiz Roberto Hellmeister, titular do 3A? DP. “Ela representa risco A� sociedade por mentir e causar danos a diversas pessoas”.

O delegado afirmou que a investigaA�A?o chegou ao perfil psicolA?gico de PatrA�cia apA?s receber um laudo que a classificou como “mitomanA�aca”, ou seja, tem transtorno de personalidade que faz com que minta compulsivamente.

De acordo com Hellmeister, a polA�cia e o MinistA�rio PA?blico (MP) do Distrito Federal pediram avaliaA�A?o psicolA?gica de PatrA�cia, que afirmava ter sido estuprada diversas vezes em sua casa, quando ela era adolescente, sem que sua famA�lia soubesse. “ApA?s esse laudo, o caso foi arquivado por falta de provas. Ou seja, ela mentiu ter ocorrido um estupro que nA?o aconteceu.”.

A defesa da jornalista discorda da anA?lise do delegado em apontar sua cliente como mentirosa. “O laudo que interessa A� outro feito depois, que atestou que ‘nA?o foram encontradas alteraA�A�es psicopatolA?gicas’ em PatrA�cia”, disse Cidade, em referA?ncia ao documento que, segundo ele, nA?o encontrou transtornos na sua cliente.

Dois laudos
Os dois documentos integram o inquA�rito que indiciou PatrA�cia, segundo a polA�cia de SA?o Paulo. O primeiro, que trata da mitomania, teria sido feito por uma psiquiatra, segundo policiais. No segundo, aparece a informaA�A?o de que A� um laudo psicolA?gico. Eles tinham sido elaborados pela PolA�cia Civil do Distrito Federal para ajudar na apuraA�A?o sobre a denA?ncia de um estupro que PatrA�cia disse ter sofrido.

Questionada pelo G1, a assessoria de imprensa da polA�cia do DF confirmou a informaA�A?o e a veracidade dos laudos. “Os dois laudos (psicolA?gico e psiquiA?trico) foram produzidos pela PolA�cia Civil do DF para subsidiar a apuraA�A?o de um inquA�rito policial referente a um suposto crime de estupro que teria ocorrido em 2010 e sido registrado em 2015. O referido inquA�rito foi arquivado”, informou por meio de nota.

Procurado pela reportagem para comentar o resultado dos dois laudos, o psiquiatra forense Guido Palomba declarou que um documento nA?o anula o outro e eles sA?o complementares.

“Um laudo nA?o invalida o outro. O primeiro A� mais preciso e vai direto ao ponto ao considerar que ela mentiu ao dizer que foi violentada. O segundo A� inconclusivo e contraditA?rio ao dizer que tem imaturidade e depois diz que nA?o tem nada psicopatolA?gico”, disse Palomba.

“Na verdade, se tem imaturidade, isolamento emocional, dificuldade de contato social, e sensibilidade depressiva, sA?o caracterA�sticas de mitomania. Portanto o que estA? no segundo laudo corrobora as caracterA�sticas de mitomania. A mitomania A� um achado”, afirmou o psiquiatra. “O segundo laudo ainda pede para a jovem continuar o tratamento psicolA?gico e psiquiA?trico”.

A defesa de PatrA�cia Lelis, de 22 anos, pediu para o MinistA�rio PA?blico (MP) de SA?o Paulo sugerir A� JustiA�a a anulaA�A?o do inquA�rito policial que cobrou a prisA?o e indiciou a jornalista e estudante de direito por, segundo a polA�cia, ter mentido e extorquido dinheiro de Talma Bauer, assessor do deputado federal Pastor Marco Feliciano (PSC-SP).

Para o advogado Roberto Cidade, o caso de sua cliente, que havia acusado Bauer de sequestrA?-la e mantA?-la em cA?rcere em SA?o Paulo, tem de ser federalizado e investigado pela PolA�cia Federal (PF) por envolver Feliciano, que possui foro privilegiado. O encontro com o assessor do polA�tico ocorreu apA?s PatrA�cia acusar o deputado de tentar estuprA?-la em BrasA�lia.

“Pedimos ao MP que sugira a JustiA�a para anular o inquA�rito da PolA�cia Civil de SA?o Paulo. PatrA�cia nega que tenha cometido os crimes de denunciaA�A?o caluniosa e extorsA?o”, disse Cidade, nesta terA�a-feira ao G1. “O inquA�rito tem de apurar a denA?ncia que ela fez anterioriormente: de que foi sequestrada e mantida em cA?rcere privado pelo assessor.”

Antes de ser indiciada, PatrA�cia havia procurado o 3A? Distrito Policial, Santa IfigA?nia, no centro da capital paulista, para acusar Bauer de sequestro e cA?rcere privado num hotel da cidade, entre julho e agosto. O motivo seria o fato de ela ter acusado Feliciano de tentar estuprA?-la no apartamento dele na capital federal, em junho. Como o polA�tico tem foro privilegiado, o caso do suposto abuso sexual A� investigado pela polA�cia do Distrito Federal.

FederalizaA�A?o
“E A� isso o que queremos tambA�m nesse caso de SA?o Paulo, no qual ela acusa o assessor de sequestro e cA?rcere, que ele seja investigado pela PolA�cia Federal e seja analisado pelo Supremo Tribunal Federal [STF]”, disse o advogado de PatrA�cia, que atua no caso ao lado da advogada Rebeca Novaes Aguiar.

Mas para a PolA�cia Civil de SA?o Paulo houve uma reviravolta durante as investigaA�A�es que apuravam a denA?ncia de sequestro e cA?rcere: PatrA�cia mentiu ao acusar Bauer.

Segundo a conclusA?o do inquA�rito, a jornalista e um amigo exigiram dinheiro do assessor para que ela desmentisse a denA?ncia de que Feliciano abusou sexualmente dela.

“Pedi a prisA?o porque ela destrA?i as pessoas que estA?o ao redor dela. NA?o sA? agora como no passado, quando apontou um inocente como estuprador em BrasA�lia. Aqui ela quase destruiu a vida do policiala�?, alegou o delegado Luiz Roberto Hellmeister, titular do 3A? DP. “Ela representa risco A� sociedade por mentir e causar danos a diversas pessoas”.

O delegado afirmou que a investigaA�A?o chegou ao perfil psicolA?gico de PatrA�cia apA?s receber um laudo que a classificou como “mitomanA�aca”, ou seja, tem transtorno de personalidade que faz com que minta compulsivamente.

De acordo com Hellmeister, a polA�cia e o MinistA�rio PA?blico (MP) do Distrito Federal pediram avaliaA�A?o psicolA?gica de PatrA�cia, que afirmava ter sido estuprada diversas vezes em sua casa, quando ela era adolescente, sem que sua famA�lia soubesse. “ApA?s esse laudo, o caso foi arquivado por falta de provas. Ou seja, ela mentiu ter ocorrido um estupro que nA?o aconteceu.”.

A defesa da jornalista discorda da anA?lise do delegado em apontar sua cliente como mentirosa. “O laudo que interessa A� outro feito depois, que atestou que ‘nA?o foram encontradas alteraA�A�es psicopatolA?gicas’ em PatrA�cia”, disse Cidade, em referA?ncia ao documento que, segundo ele, nA?o encontrou transtornos na sua cliente.

Dois laudos
Os dois documentos integram o inquA�rito que indiciou PatrA�cia, segundo a polA�cia de SA?o Paulo. O primeiro, que trata da mitomania, teria sido feito por uma psiquiatra, segundo policiais. No segundo, aparece a informaA�A?o de que A� um laudo psicolA?gico. Eles tinham sido elaborados pela PolA�cia Civil do Distrito Federal para ajudar na apuraA�A?o sobre a denA?ncia de um estupro que PatrA�cia disse ter sofrido.

Questionada pelo G1, a assessoria de imprensa da polA�cia do DF confirmou a informaA�A?o e a veracidade dos laudos. “Os dois laudos (psicolA?gico e psiquiA?trico) foram produzidos pela PolA�cia Civil do DF para subsidiar a apuraA�A?o de um inquA�rito policial referente a um suposto crime de estupro que teria ocorrido em 2010 e sido registrado em 2015. O referido inquA�rito foi arquivado”, informou por meio de nota.

Procurado pela reportagem para comentar o resultado dos dois laudos, o psiquiatra forense Guido Palomba declarou que um documento nA?o anula o outro e eles sA?o complementares.

“Um laudo nA?o invalida o outro. O primeiro A� mais preciso e vai direto ao ponto ao considerar que ela mentiu ao dizer que foi violentada. O segundo A� inconclusivo e contraditA?rio ao dizer que tem imaturidade e depois diz que nA?o tem nada psicopatolA?gico”, disse Palomba.

“Na verdade, se tem imaturidade, isolamento emocional, dificuldade de contato social, e sensibilidade depressiva, sA?o caracterA�sticas de mitomania. Portanto o que estA? no segundo laudo corrobora as caracterA�sticas de mitomania. A mitomania A� um achado”, afirmou o psiquiatra. “O segundo laudo ainda pede para a jovem continuar o tratamento psicolA?gico e psiquiA?trico”

Reviravolta
De acordo com a polA�cia, o caso serA? analisado pela JustiA�a no FA?rum JoA?o Mendes, no centro de SA?o Paulo, para saber se algum juiz irA? decretar a prisA?o de PatrA�cia. Nessa etapa, o MinistA�rio PA?blico (MP) tambA�m se manifesta a respeito da conclusA?o da investigaA�A?o e do pedido da defesa para anular a investigaA�A?o. O G1, no entanto, nA?o conseguiu obter informaA�A�es sobre o andamento do inquA�rito ou se ele se tornou um processo.

As investigaA�A�es do caso PatrA�cia x Bauer comeA�aram a partir de denA?ncia feita inicialmente pela jornalista em SA?o Paulo. No dia 5 de agosto, a jornalista registrou boletim de ocorrA?ncia na delegacia contra o assessor, que chegou a ser detido e liberado apA?s negar as acusaA�A�es.

Ela o acusou de mantA?-la em cA?rcere privado num hotel, oferecido dinheiro e a ameaA�ado com uma arma para gravar vA�deos nos quais inocenta Feliciano dos crimes sexuais que teria cometido contra ela.

No dia 7 do mA?s passado, PatrA�cia tambA�m registrou boletim de ocorrA?ncia, mas dessa vez na polA�cia em BrasA�lia por abuso sexual contra o deputado. A denA?ncia da suposta tentativa de estupro havia sido divulgada antes na coluna Esplanada, do UOL, no dia 2. Esse caso A� investigado pela Delegacia Especializada de Atendimento A� Mulher, na Asa Sul.

O assA�dio sexual teria sido cometido por Feliciano no dia 15 de junho no apartamento funcional dele na capital federal. PatrA�cia ainda relatou que o parlamentar a agrediu e manteve em cA?rcere, lhe oferecendo R$ 15 mil mensais para ser sua amante. Proposta que a jornalista disse ter recusado.

A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), que A� procuradora especial da Mulher no Senado, protocolou ofA�cio junto ao MP do Distrito Federal pedindo investigaA�A?o sobre Feliciano pela suposta tentativa de estupro. O PSC tambA�m criou uma comissA?o interna para apurar o caso.

Fonte: Globo.com

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