Os eventos climáticos extremos registrados nesta semana no Sul e no Sudeste resultaram de uma combinação de fenômenos atmosféricos, segundo meteorologistas. O El Niño contribuiu para criar um ambiente mais quente e úmido, mas não explica sozinho a intensidade das ocorrências.
A frente fria avançou junto com áreas de baixa pressão, um corredor de umidade vindo da Amazônia e um forte contraste de temperatura. No Rio Grande do Sul, a persistência desse sistema favoreceu tempestades sucessivas e acumulados elevados de chuva.
Com o solo já encharcado, a água escoou mais rapidamente para rios e arroios, aumentando o risco de enchentes. Quando o sistema chegou ao Sudeste, os efeitos foram marcados principalmente por ventos fortes, com rajadas de até 125 km/h em São Paulo.
Os especialistas afirmam que os modelos meteorológicos já apontavam a possibilidade de um episódio severo com alguns dias de antecedência. A principal limitação ainda é determinar exatamente quais cidades concentrarão os impactos mais intensos.