Criminosos estão usando o nome de programas do governo para arrancar dinheiro de quem espera uma casa ou quer limpar o nome. As abordagens vêm por telefone, WhatsApp e anúncios falsos na internet.
O golpista se apresenta como funcionário de banco ou de ministério e oferece o que não existe: um suposto “fura-fila” no Minha Casa Minha Vida, aprovação imediata de financiamento ou desconto no Desenrola — programa que já foi encerrado. Em seguida cobra uma taxa adiantada por Pix ou boleto clonado.
Os programas são reais. O golpe é o uso do nome deles. Nenhum dos dois cobra taxa para entrar na fila ou para negociar dívida.
Segundo a Associação Brasileira de Bancos, foram 34,5 bilhões de tentativas de golpe digital no país em 12 meses, com perdas de R$ 21,2 bilhões em 2026. Levantamento da Global Anti-Scam Alliance aponta que 81% dos adultos brasileiros receberam alguma tentativa neste ano.
A orientação é só acessar sites terminados em .gov.br, negociar direto na agência ou no aplicativo oficial do banco e desconfiar de oferta com prazo apertado. Quem caiu deve bloquear o Pix na hora, registrar boletim de ocorrência e guardar os comprovantes.