Segundo apurado durante as investigaA�A�es, o esquema ilA�cito funcionava atravA�s da criaA�A?o de empresas e entidades sem fins lucrativos em nome de a�?laranjasa�?, com as quais eram firmados contratos de gerenciamento integral de hospitais, Unidades de Pronto Atendimento a�� UPAs e centros de saA?de. Via de regra eram identificadas trA?s irregularidades principais: a fraude A�s licitaA�A�es, que eram forjadas; a falta de fiscalizaA�A?o, por parte do municA�pio, em relaA�A?o A� efetiva prestaA�A?o do serviA�o; e a realizaA�A?o de pagamentos com base apenas na declaraA�A?o emitida pela prA?pria entidade.
Analisadas as licitaA�A�es e prestaA�A�es de contas de dois dos municA�pios envolvidos, a CGU detectou mais de 70 milhA�es de reais pagos pelas prefeituras sem documentaA�A?o que comprove a realizaA�A?o dos serviA�os de saA?de.
JA? na movimentaA�A?o bancA?ria da principal entidade investigada, entre 2012 e 2015, identificou-se que as cinco principais beneficiA?rias de transferA?ncias foram empresas pertencentes A� prA?pria organizaA�A?o criminosa e o escritA?rio de advocacia cujo sA?cio constava como procurador de um dos municA�pios.
O Tribunal Regional da 1A? RegiA?o expediu os mandados e pretende localizar e apreender provas das fraudes e do superfaturamento nas contrataA�A�es pA?blicas, bem como fazer cessar ameaA�as que vinham sendo feitas a testemunhas.
O nome da operaA�A?o, COPA�RNICO, A� uma referA?ncia A� teoria heliocA?ntrica, desenvolvida pelo cientista de mesmo nome no sA�culo XVI, em contraposiA�A?o ao geocentrismo. A� que no inA�cio das investigaA�A�es, gravitava em torno do esquema criminoso um empresA?rio que, A�quela altura, supunha-se de menor importA?ncia, mas que, com o desenrolar dos trabalhos, revelou-se ser o verdadeiro centro da organizaA�A?o, em torno do qual todo o esquema criminoso girava.
Fonte: Metro1