Boletim aponta queda nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave no país
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgou, nesta quinta-feira (8), o primeiro boletim InfoGripe de 2026, indicando redução nos registros de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em todo o Brasil. Segundo o levantamento, há tendência de queda tanto no curto quanto no longo prazo, em âmbito nacional.
Atualmente, a maioria dos estados e capitais brasileiras não apresenta incidência da síndrome em níveis de alerta ou risco, o que aponta para um período de menor circulação dos principais vírus respiratórios após o encerramento do ciclo epidemiológico de 2025.
Apesar do cenário geral positivo, a análise das últimas oito semanas mostra que os casos de SRAG seguem concentrados nos extremos etários. As crianças pequenas continuam apresentando maior número de notificações, enquanto os idosos concentram a maior parte das mortes.
Entre o público infantil, a circulação viral é impulsionada principalmente pelo rinovírus e pelo metapneumovírus. Embora associados, em geral, a quadros mais leves, esses agentes seguem exigindo atenção das redes de atenção pediátrica.
Mortes em 2025
No balanço consolidado de 2025, a Fiocruz contabilizou 13.678 mortes por SRAG em todo o país. Deste total, pouco mais da metade teve a causa confirmada por exames laboratoriais.
Entre os óbitos com diagnóstico identificado, a influenza A foi responsável por 47,8% das mortes, seguida pela Covid-19 (Sars-CoV-2), com 24,7%. O rinovírus respondeu por 14,9% dos casos fatais, enquanto o vírus sincicial respiratório (VSR) representou 10,8%.
A Fiocruz reforça a importância da vigilância contínua e da manutenção das medidas de prevenção, especialmente entre crianças, idosos e pessoas com comorbidades.

