Brasil pode voltar a ter eleição presidencial sem mulheres após mais de 20 anos

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O Brasil pode registrar, nas próximas eleições, uma disputa presidencial sem candidatas mulheres — algo que não acontece desde 2002. O cenário atual, após o fim da janela partidária, indica apenas nomes masculinos entre os possíveis concorrentes ao Palácio do Planalto.

Entre os pré-candidatos estão o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro, que lideram as pesquisas de intenção de voto. Também aparecem como possíveis postulantes os ex-governadores Ronaldo Caiado e Romeu Zema, além de outros nomes como Aldo Rebelo, Cabo Daciolo, Renan Santos e Augusto Cury.

Caso não haja mudança até o registro oficial das candidaturas, será a primeira vez em mais de duas décadas que nenhuma mulher disputará a Presidência.

Contraste com 2022

O possível cenário contrasta com as eleições de 2022, que tiveram participação feminina recorde. Na ocasião, quatro mulheres concorreram:

  • Simone Tebet
  • Soraya Thronicke
  • Sofia Manzano
  • Vera Lúcia

Último caso sem candidatas

A última eleição presidencial sem mulheres foi em 2002. Na época, Roseana Sarney chegou a ser cogitada, mas desistiu após uma investigação da Polícia Federal do Brasil encontrar mais de R$ 1 milhão em espécie em uma empresa ligada à sua família.

Representatividade feminina

Até hoje, o Brasil teve apenas uma mulher eleita presidente: Dilma Rousseff, que governou o país entre 2011 e 2016, após vencer as eleições de 2010 e 2014.

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