Geddel Vieira Lima A� preso pela PolA�cia Federal
Ex-ministro da Secretaria de Governo foi detido na Bahia
Foto: AndrA� Dusek/ EstadA?o ConteA?do
O ex-ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima (PMDB), foi preso preventivamente, nesta segunda-feira (3), pela PolA�cia Federal. NA?o foi estabelecido prazo para a liberaA�A?o do baiano.
O peemedebista foi preso por obstruA�A?o de JustiA�a em um cumprimento de mandado no contexto da OperaA�A?o Cui Bono. A decisA?o foi do juiz Vallisney de Souza, em BrasA�lia.
No pedido feito A� JustiA�a, foram citadas mensagens enviadas entre os meses de maio e junho por Geddel A� mulher de LA?cio Funaro, em que ele a sondava sobre a disposiA�A?o dele em se tornar um colaborador do MPF.
Leia a A�ntegra da nota do MinistA�rio PA?blico Federal:
Em cumprimento a uma ordem judicial que atendeu a pedido da PolA�cia Federal e da forA�a-tarefa Greenfield a�� que tambA�m A� responsA?vel pelas operaA�A�es SA�psis e Cui Bono a�� , foi preso, nesta segunda-feira (3), o ex-ministro Geddel Vieira Lima. A prisA?o A� de carA?ter preventivo e tem como fundamento elementos reunidos a partir de informaA�A�es fornecidas em depoimentos recentes do doleiro LA?cio Bolonha Funaro, do empresA?rio Joesley Batista e do diretor jurA�dico do grupo J&F, Francisco de Assis e Silva a�� sendo os dois A?ltimos em acordo de colaboraA�A?o premiada. No pedido enviado A� JustiA�a, os autores afirmaram que o polA�tico tem agido para atrapalhar as investigaA�A�es. O objetivo de Geddel seria evitar que o ex-presidente da CA?mara, Eduardo Cunha, e o prA?prio LA?cio Funaro firmem acordo de colaboraA�A?o com o MinistA�rio PA?blico Federal (MPF). Para isso, tem atuado no sentido de assegurar que ambos recebam vantagens indevidas, alA�m de a�?monitorara�? o comportamento do doleiro para constrangA?-lo a nA?o fechar o acordo.
Na petiA�A?o apresentada A� JustiA�a, foram citadas mensagens enviadas recentemente (entre os meses de maio e junho) por Geddel A� esposa de LA?cio Funaro. Para provar tanto a existA?ncia desses contatos quanto a afirmaA�A?o de que a iniciativa partiu do polA�tico, Funaro entregou A� polA�cia cA?pias de diversas telas do aplicativo. Nas mensagens, o ex-ministro, identificado pelo codinome a�?carainhoa�?, sonda a mulher do doleiro sobre a disposiA�A?o dele em se tornar um colaborador do MPF. Para os investigadores, os novos elementos deixam claro que Geddel continua agindo para obstruir a apuraA�A?o dos crimes e ainda reforA�am o perfil de alguA�m que reitera na prA?tica criminosa. Por isso eles pediram a prisA?o a�?como medida cautelar de proteA�A?o da ordem pA?blica e da ordem econA?mica contra novos crimes em sA�rie que possam ser executados pelo investigadoa�?.
Detidos a�� Com a prisA?o de Geddel, passam a ser cinco os presos preventivos no A?mbito das investigaA�A�es da OperaA�A?o SA�psis Cui Bono. JA? estA?o detidos os ex-presidentes da CA?mara, Eduardo Cunha e Henrique Eduardo Alves, o doleiro LA?cio Funaro e AndrA� Luiz de Souza, todos apontados como integrantes da organizaA�A?o criminosa que agiu dentro da Caixa EconA?mica Federal (CEF). No caso de Cunha, Alves e Funaro, jA? existe uma aA�A?o penal em andamento. Os trA?s sA?o rA�us no processo que apurou o pagamento de propina em decorrA?ncia da liberaA�A?o de recursos do FI-FGTS para a construA�A?o do Porto Maravilha, no Rio de Janeiro. AlA�m deles, respondem A� aA�A?o Alexandre Margoto e FA?bio Cleto.
InvestigaA�A�es a�� Geddel Vieira Lima A� um dos investigados na OperaA�A?o Cui Bono. Deflagrada em 13 de janeiro, a frente investigativa tem o propA?sito de apurar irregularidades cometidas na Vice-presidA?ncia de Pessoa JurA�dica da Caixa EconA?mica Federal, durante o perA�odo em que foi comandada pelo polA�tico baiano. A investigaA�A?o teve origem na anA?lise de conversas registradas em um aparelho de telefone celular apreendido na casa do entA?o deputado Eduardo Cunha.
O teor das mensagens indicam que Cunha e Geddel atuavam para garantir a liberaA�A?o de recursos por vA?rios setores da CEF a empresas, que, apA?s o recebimento, pagavam vantagens indevidas aos dois e a outros integrantes do esquema, entre eles FA?bio Cleto. Cleto, que ocupou por indicaA�A?o de Eduardo Cunha a vice-presidA?ncia de Fundos de Governo e Loterias, foi quem forneceu as primeiras informaA�A�es aos investigadores. Em meados do ano passado, ele fechou acordo de colaboraA�A?o premiada com a Procuradoria Geral da RepA?blica (PGR).
Em conversas datadas de 2012, por exemplo, os envolvidos revelam detalhes de como agiram para viabilizar a liberaA�A?o de recursos para sete empresas e um partido polA�tico. Entre os beneficiados do esquema ilA�cito aparecem companhias controladas pela holding J&F, cujos acionistas firmaram recentemente acordo com o MPF. O aprofundamento dos indA�cios descobertos com a anA?lise do conteA?do armazenado no aparelho telefA?nico apreendido permitiu aos investigadores constatarem intensa e efetiva participaA�A?o de Geddel Vieira Lima no esquema criminoso. AlA�m da prisA?o preventiva, a JustiA�a acatou os pedidos de quebra de sigilos fiscal, postal, bancA?rio e telemA?tico do ex-ministro.
Fonte: Bahia.ba