Investigação do Banco Master expõe conflito entre Polícia Federal e STF
A investigação envolvendo o Banco Master revelou um conflito institucional entre a Polícia Federal (PF) e o Supremo Tribunal Federal (STF). Nos bastidores, investigadores avaliam que decisões adotadas pelo ministro Dias Toffoli, relator do caso, têm dificultado o avanço das apurações.
De acordo com a PF, a transferência do processo para o STF ocorreu sem a identificação de investigados com foro privilegiado, o que, na avaliação dos investigadores, não justificaria a mudança de instância. Além disso, restrições impostas à análise de celulares e computadores apreendidos teriam atrasado a coleta de provas consideradas essenciais para o aprofundamento da investigação.
Fontes ligadas à Polícia Federal afirmam que essas medidas acabam favorecendo os investigados, ao permitir ganho de tempo e possível enfraquecimento do conjunto probatório. Para os investigadores, o ritmo mais lento imposto ao processo compromete a efetividade da apuração.
O ministro Dias Toffoli, por sua vez, nega qualquer tipo de interferência indevida. Segundo ele, a própria Polícia Federal teria demorado a cumprir determinações judiciais, o que motivou decisões mais rigorosas no controle do processo. Toffoli também alertou para o risco de destruição de provas, caso não houvesse maior cautela na condução das diligências.
O episódio evidencia a tensão entre o trabalho investigativo da Polícia Federal e as decisões da Suprema Corte, em um caso de grande repercussão nacional que segue sob análise do STF.

