Identificados suspeitos de terem executado jovem em aeroporto no RS

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Foto: Eduardo Moura/G1
Foto: Eduardo Moura/G1

Os dois homens que executaram um jovem dentro do terminal dois do Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, no final da manhA? de terA�a-feira (20), jA? foram identificados pela polA�cia, no entanto os nomes nA?o foram divulgados pela investigaA�A?o. Marlon Soares RoldA?o, de 18 anos, foi atingido por diversos disparos, e a polA�cia acredita que o crime tenha motivaA�A?o passional.

a�?Foram tiros realmente A� curta distA?ncia. JA? encontramos em torno de 20 cA?psulas deflagradas, vinte estojos deflagrados e a grande maioria dos ferimentos sA?o na regiA?o superior do corpoa�?, explica o diretor do Instituto-Geral de PerA�cias (IGP), Cleber MA?ller.

Imagens divulgadas pela polA�cia (veja ao lado) mostram dois homens sentados em uma cafeteria momentos antes do crime. Quando identificam a chegada de Marlon eles caminham em direA�A?o A� vA�tima e efetuam os disparos. Em seguida eles correm em direA�A?o a um veA�culo Cobalt, que os aguardava do lado de fora e deixam o local.

O carro, clonado, usado na fuga foi encontrado perto do aeroporto e peritos fizeram o trabalho de coleta de impressA�es digitais.

a�?De repente a gente ouviu uns tiros. Eu tive a impressA?o que parecia batendo em alumA�nio assim, mas muito forte. NA?o dei muita bola. AA� uma colega disse: a�?isso eh tiroa��. AA� a gente se apavoroua�?, relata LetA�cia Marocco, funcionA?ria da Infraero.

De acordo com a investigaA�A?o, Marlon estava namorando com uma jovem que chegou a ter um relacionamento com um integrante de uma facA�A?o criminosa de Porto Alegre, e por isso teria sido executado.

a�?NA?o tem nada atA� o presente momento que leve A� outra situaA�A?o que nA?o a passionalidade desse delitoa�?, afirmou o delegado chefe da PolA�cia Civil do Rio Grande do Sul, Emerson Wendt.

O delegado Adriano MelgaA�o, responsA?vel pelo caso, afirma que o crime tem caracterA�sticas de execuA�A?o, e que a polA�cia jA? tem suspeitos. A perA�cia realizada no local apontou que Marlon foi atingido por 17 disparos.

Responsabilidade pelo policiamento
Por meio de nota, a Infraero informou que vai colaborar com a investigaA�A?o da polA�cia. “O assassinato ocorreu em A?rea pA?blica do aeroporto, onde a responsabilidade pela seguranA�a A� da PolA�cia Militar, conforme o Programa Nacional de SeguranA�a Civil contra Atos de InterferA?ncia IlA�cita”.

A Brigada Militar classificou, em nota, como “equA�voco” a interpretaA�A?o do decreto, citado pela Infraero em nota. “O artigo 12 demonstra claramente que a principal responsabilidade pela seguranA�a nos aeroportos cabe A� PolA�cia Federal. O artigo 13 elucida que as funA�A�es de polA�cia judiciA?ria e ostensiva para preservaA�A?o da ordem pA?blica podem ser executadas pelos A?rgA?os estaduais, por meio de convA?nio.”

A corporaA�A?o informou que nA?o existe nenhum convA?nio entre o Estado do Rio Grande do Sul, Brigada Militar e Infraero.

“Cabe, ainda, diferenciar que o crime ocorreu em A?rea interna, de acesso e circulaA�A?o de pA?blico, porA�m particular. Seria o mesmo que cobrar da Brigada Militar e do estado do Rio Grande do Sul policiamento em A?reas internas de shoppings ou supermercados. A Infraero deve ter conhecimento a respeito da A?reas de utilizaA�A?o pA?blica de suas dependA?ncias e de suas responsabilidades para nA?o confundir o cidadA?o como se fosse uma A?rea de administraA�A?o pA?blica.”

Por meio de nota, a PolA�cia Federal disse nA?o ter a atribuiA�A?o legal de atuar em crimes cometidos no perA�metro do aeroporto e que nA?o tenha prejuA�zo A� UniA?o. “A PF colaborou e seguirA? auxiliando as forA�as de seguranA�a envolvidas com a ocorrA?ncia”, finaliza o texto.

Diariamente, quase seis mil pessoas circulam pelo terminal.

 

Fonte: Globo.com

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