BC segue vendo estouro da meta de inflaA�A?o em 2016 e ‘tombo’ do PIB

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Foto: Google
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O Banco Central estimou nesta terA�a-feira (27) que o A?ndice Nacional de PreA�os ao Consumidor Amplo (IPCA) – a inflaA�A?o oficial do paA�s – deve ficar em 7,3% neste ano, e mais prA?ximo da meta central de 4,5% no ano que vem.

Com isso o IPCA deverA? ficar, pelo segundo ano seguido, acima do teto de 6,5% determinado pelo sistema de metas de inflaA�A?o brasileiro. Em 2015, a inflaA�A?o somou 10,67%, a maior taxa desde 2002.

JA? os economistas do mercado financeiro preveem uma inflaA�A?o de 7,25% para 2016.

Para o Produto Interno Bruto (PIB), a autoridade monetA?ria estimou uma contraA�A?o de 3,3% neste ano e uma alta de 1,3% em 2017. Veja mais detalhes abaixo

InflaA�A?o em 2017 e 2018
Para o ano que vem, entretanto, a autoridade monetA?ria previu, no relatA?rio de inflaA�A?o do terceiro trimestre, que a inflaA�A?o oficial do paA�s deverA? ficar prA?xima da meta de 4,5%.

No chamado cenA?rio de referA?ncia, que pressupA�e juros estA?veis no atual patamar de 14,25% ao ano e cA?mbio em R$ 3,30 por dA?lar, o BC estimou que o IPCA somarA? 4,4% no ano que vem.

JA? no cenA?rio de mercado – que utiliza as projeA�A�es dos economistas dos bancos para os juros e cA?mbio neste ano e no prA?ximo (embutindo queda dos juros) – a expectativa do Banco Central para a inflaA�A?o estA? em 4,9% para 2017.

Na previsA?o anterior feita pelo BC, divulgada em junho, a estimativa era de que o IPCA ficasse entre 4,7% e 5,5% em 2017.

O mercado financeiro estima uma inflaA�A?o de 5,07% para o prA?ximo ano.

O Banco Central tambA�m fez projeA�A�es para a inflaA�A?o em 2018. Segundo a autoridade monetA?ria, o IPCA, naquele ano, deve ficar entre 3,8% (cenA?rio de referA?ncia, com juros e cA?mbio estA?veis) e 4,6% (cenA?rio com estimativas do mercado para juros e cA?mbio).

Corte nos juros
A queda nas previsA�es de inflaA�A?o do Banco Central, com uma proximidade maior em relaA�A?o A� meta central de 4,5% do ano que vem, A� um indicativo de que o BC pode estar mais prA?ximo de inciar o processo de corte dos juros bA?sicos da ecomomia.

Isso porque as decisA�es do ComitA? de PolA�tica MonetA?ria da instituiA�A?o, colegiado formado por diretores e presidente do BC, sA?o “prospectivas”, ou seja, sA?o tomadas olhando para as expectativas de inflaA�A?o para os prA?ximos meses.

Neste momento, o BC jA? estA? olhando o cenA?rio de 2017 para tomar essa decisA?o. O mercado financeiro acredita que os juros cairA?o ainda neste ano, mas ainda resta uma dA?vida se o corte poderA? acontecer jA? no prA?ximo encontro do Copom, em meados de outubro, ou na A?ltima reuniA?o deste ano, no fim de novembro.

Com a queda do IPCA-15 em setembro, e a divulgaA�A?o das novas previsA�es do BC, a tendA?ncia A� de aumentar chances de um corte de juros jA? em meados do prA?ximo mA?s. Atualmente, a taxa bA?sica de juros estA? em 14,25% ao ano – o maior nA�vel em dez anos.

“O Copom avalia que uma flexibilizaA�A?o das condiA�A�es monetA?rias [corte nos juros] dependerA? de fatores que permitam que os membros do ComitA? tenham maior confianA�a no alcance das metas para a inflaA�A?o”, informou o BC no relatA?rio de inflaA�A?o nesta quinta-feira.

Entre os fatores que podem permitir maior confianA�a no alcance das metas, informou o BC, estA? o encaminhamento das reformas fiscais (proposta de PEC do teto para gastos, jA? enviada ao Congresso, e reforma da PrevidA?ncia Social – cuja proposta ainda serA? divulgada).

“HA? sinais positivos em relaA�A?o ao encaminhamento e A� apreciaA�A?o das reformas fiscais. Entretanto, o processo de tramitaA�A?o ainda estA? no inA�cio e as incertezas quanto A� aprovaA�A?o e A� implementaA�A?o dos ajustes necessA?rios permanecem”, informou o BC.

Produto Interno Bruto
No relatA?rio de inflaA�A?o do primeiro trimestre deste ano, divulgado nesta terA�a-feira (27), o BC prevA? ainda que o Produto Interno Bruto (PIB) deve “encolher” 3,3% em 2016 – mesma previsA?o feita em junho – mas estima uma expansA?o de 1,3% para o ano que vem.

Se confirmado este cenA?rio, serA? a segunda retraA�A?o seguida da economia brasileira, que jA? despencou 3,8% no ano passado – a maior queda em 25 anos. Dois anos seguidos de recuo do PIB nA?o acontecem desde o inA�cio da sA�rie histA?rica do IBGE – em 1948.

O PIB A� a soma de todos os bens e serviA�os produzidos dentro do paA�s e serve para medir o comportamento da atividade econA?mica.

Para este ano, o mercado financeiro estima uma contraA�A?o de 3,14% para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e um crescimento de 1,3% para 2017.

No segundo trimestre, o PIB brasileiro teve queda de 0,6% em comparaA�A?o com os trA?s meses anteriores. Foi a sexta queda trimestral seguida do PIB brasileiro.

“O cenA?rio bA?sico do Copom contempla estabilizaA�A?o da atividade econA?mica no curto prazo e possA�vel retomada gradual ao longo dos prA?ximos trimestres, em contexto de elevado nA�vel de ociosidade na economia”, informou o BC.

Componentes do PIB
Sobre os componentes do PIB, o BC estima uma retraA�A?o de 2,2% para a produA�A?o agropecuA?ria neste ano e uma expansA?o de 3,5% em 2017.

JA? a indA?stria deverA? ter uma queda de 3,3% em 2016 e uma alta de 1,5% no prA?ximo ano.

Ao mesmo tempo, o setor de serviA�os deverA? registrar contraA�A?o de 2,7% neste ano e um crescimento de 0,9% em 2017.

Ainda de acordo com o Banco Central, pelo lado da demanda, o consumo das famA�lias deverA? recuar 4,4% em 2016 e registrar um aumento de 0,8% no ano que vem.

O consumo do governo, por sua vez, deverA? ter retraA�A?o de 1,3% em 2016 e um crescimento de 0,5% no prA?ximo ano, estimou o Banco Central.

JA? a chamada “formaA�A?o bruta de capital fixo” – a taxa de investimentos – deverA? ter retraA�A?o de 8,7% em 2016 e um crescimento de 4% no ano que vem.

 

Globo

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