MA�dico toca mA?sica de MarA�lia MendonA�a para crianA�a com cA?ncer e vA�deo viraliza; assista

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Paulo Martins, que nA?o sabia mA?sica infantil, recorreu a sucesso sertanejo: ‘Toquei e ela danA�ou divinamente bem’, disse

 

O mA�dico Paulo Martins, que cantou e animou crianA�a (Foto: ReproduA�A?o)

Um vA�deo de uma crianA�a com cA?ncer danA�ando, animada, uma mA?sica cantada por um mA�dico, viralizou na internet esta semana. As imagens foram postadas por Paulo Martins, mA�dico residente de pediatria no Hospital da ClA�nicas de RibeirA?o Preto, interior de SA?o Paulo, no A?ltimo dia 14, e conta com quase 300 mil visualizaA�A�es apenas no Facebook.

Martins contou que ficou apreensivo, por nA?o saber tocar nenhuma mA?sica infantil, mas foi alertado pelo pai da menina que ela gostava da sertaneja MarA�lia MendonA�a. AA�, lanA�ou mA?o de um dos sucessos dela, ‘Eu Sei de Cor’. “Toquei e ela danA�ou divinamente bem”, disse. Os internautas e, principalmente, a crianA�a, se encantaram. As imagens foram divulgadas com autorizaA�A?o da famA�lia do paciente.

Não há o que descrever, apenas sentir!

تم نشره بواسطة ‏‎Paulo Martins‎‏ في 14 مارس، 2017

Martins participa do projeto ‘Turma Sangue Bom’, que alA�m de mA�dicos do hospital, conta com voluntA?rios, e promove eventos em datas comemorativas no local. ApA?s a repercussA?o, o pediatra falou sobre a emoA�A?o em ajudar a melhorar a crianA�a.

Leia o depoimento na A�ntegra:

“Nessa vida, o importante A� ser feliz. Um dia antes, na visita habitual da enfermaria, vi que estA?vamos com muitos adolescentes internados e que eles sofriam com a ociosidade da internaA�A?o, alA�m das dificuldades inerentes ao momento em que passavam. Combinei com eles que no dia seguinte iria trazer o ukelele para fazermos um som e desopilarmos um pouco. No dia seguinte, como prometido, trouxe o instrumento. Aguardei o turno da tarde, onde as coisas pareciam estar mais calmas, para fazer um tour musical pela enfermaria da oncologia. Quando peguei o ukelele, parece que foi mA?gico, nas duas horas subsequentes nA?o houve nenhuma intercorrA?ncia. Juntos a Minhas parceiras inestimA?veis, Laila Rigolin Fortunato e Juliana Souza, comeA�amos a tocar de quarto em quarto as musicas que cada paciente pedia. Sertanejo, rock, mA?sica gospel. Sob a supervisA?o da nossa enfermagem, A�amos tocando duas, trA?s musicas em cada quarto. Cada paciente cantou a plenos pulmA�es, se emocionou, pediu mais. Notei que enquanto eu entrava nos quartos e tocava as musicas, havia uma pequenina que me acompanhava danA�ando do lado de fora. Quando sai no A?ltimo quarto, nA?o teve jeito, ela estava na porta me esperando, me olhando curiosa. Pediram, “toca uma mA?sica para ela PaulA?o!”. Inicialmente fiquei envergonhado, pois nA?o sabia nenhuma mA?sica infantil. Mas o pai me acalmou, “ela gosta de MarA�lia MendonA�a”. NA?o teve jeito. Comecei a tocar, baixinho, e na medida que os acordes e a letra iam fluindo, seus passos magicais foram me acompanhando. DanA�ou a mA?sica inteira. Terminei e me pediram outra. Medo Bobo. Toquei e ela danA�ou divinamente bem. Ao tA�rmino, sA? alegria. Todo mundo feliz, leve. Aquilo se chamava Paz. Hoje, dias apA?s, vejo que essa tarde, aparentemente tA?o simples, ganhou uma repercussA?o que eu jamais imaginaria. Mensagens, ligaA�A�es, apoio. Me lembrei de todas as vezes em que meu jeito foi criticado, desde a graduaA�A?o, atA� mesmo na residA?ncia. Mas nA?o hA? dA?vidas: quando a gente faz o que gosta, do jeito que gosta, dA? certo. Nesta tarde, todos ganhamos. Na saudade intensa de casa e da minha famA�lia, nos braA�os dos pacientes e dos seus familiares, recebo todo afeto do mundo. AgradeA�o imensamente a toda a equipe multidisciplinar que trabalha na enfermaria do HC, pessoas fantA?sticas, aos meus preceptores exemplares, aos meus amigos da residA?ncia e, em especial, ao me sexteto que estA? diariamente junto comigo nessa batalha. Amar e se dedicar ao prA?ximo jamais deve ser um fato A?nico que chame a atenA�A?o, tem de ser algo constante e rotineiro. As crianA�as precisam disso! NA?s que temos de levar alegria e boa energia nos lugares onde vamos, e jamais devemos nos abater com o mau humor, indiferenA�a e tristeza que algumas vezes tentam nos contaminar. A� impossA�vel A� sA? questA?o de opiniA?o. Avante!”

Fonte: Correio

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