Neuromodulação avança no tratamento da dor crônica

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A neuromodulação periférica tem se consolidado como uma alternativa no tratamento de condições como dor crônica, enxaqueca, ansiedade e depressão — problemas frequentemente ligados ao estresse e a alterações no sistema nervoso.

A técnica utiliza estímulos elétricos de baixa intensidade aplicados em nervos periféricos para modificar a forma como o organismo processa a dor. O método passou a ser oferecido pela Clínica Neuro Integrada, que agora funciona em um novo espaço no Pituba Parque Center, em Salvador.

Durante as sessões, eletrodos ou agulhas finas são posicionados em pontos específicos do corpo, emitindo estímulos leves e geralmente bem tolerados. A proposta é atuar diretamente na comunicação do sistema nervoso, reduzindo a intensidade dos sinais dolorosos, estimulando a liberação de substâncias analgésicas naturais e diminuindo a sensibilidade em quadros crônicos.

Um dos principais focos da técnica é a estimulação do nervo vago, ligado ao sistema nervoso parassimpático — responsável por funções de relaxamento e recuperação do organismo. Esse estímulo pode contribuir para reduzir o estado constante de alerta, comum em pessoas com altos níveis de estresse.

Segundo o diretor médico da clínica, Ítalo Almeida, a abordagem representa uma mudança importante na compreensão dessas condições. Ele destaca que a dor crônica não está relacionada apenas a lesões físicas, mas também à forma como o sistema nervoso interpreta os estímulos.

O tratamento é indicado após avaliação individualizada e pode ser combinado com outras terapias. Especialistas ressaltam que, apesar de promissora, a neuromodulação deve ser aplicada com acompanhamento profissional e integrada a um plano mais amplo de cuidados com a saúde.

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