Centro de Documentação e Memória do Recôncavo é inaugurado em Candeias
Um novo espaço voltado à preservação da história e das tradições do Recôncavo Baiano foi inaugurado nesta quinta-feira (14) em Candeias.
O Centro de Documentação e Memória do Recôncavo passa a funcionar no Museu do Recôncavo Wanderley Pinho, localizado na Enseada do Caboto, com foco na preservação, pesquisa e difusão das memórias e saberes da região.
A iniciativa foi realizada pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia em parceria com a Fundação Pedro Calmon, ambas ligadas à Secretaria de Cultura do Estado da Bahia.
A escolha da data de inauguração, logo após o 13 de maio, teve caráter simbólico, buscando estimular reflexões sobre os limites da abolição formal da escravidão e reforçar a importância das narrativas negras na construção histórica do país.
Segundo o diretor-geral do IPAC, Marcelo Lemos Filho, o novo equipamento fortalece a proposta do museu de recontar a história do território a partir das contribuições africanas e indígenas.
O que reúne o acervo
O centro foi desenvolvido com apoio técnico do Centro de Memória da Bahia e reúne materiais ligados à história social e cultural do Recôncavo, como:
- cartas;
- fotografias;
- livros;
- atas;
- jornais;
- arquivos digitais.
Entre os itens encontrados durante a organização do material está a obra O Tupi na Geografia Nacional, publicada em 1955 por Theodoro Sampaio, além de panfletos históricos do próprio museu, que agora passam a integrar a exposição permanente.
Exposições inaugurais
A abertura do espaço contou ainda com duas exposições:
- “Fragmentos da Memória”, organizada pelo Arquivo Público do Estado da Bahia, reunindo retratos produzidos por inteligência artificial a partir de documentos históricos;
- “OUNJE ORISÁ – Comida de Orixá”, do artista André Fernandes, com registros fotográficos sobre os significados simbólicos e rituais da alimentação nas religiões de matriz africana.
A proposta é transformar o centro em referência para pesquisa, formação e preservação das narrativas negras, populares e das memórias coletivas do Recôncavo Baiano.

