“Pílula do exercício” ganha as redes, mas especialistas dizem que ela não substitui a academia
As chamadas pílulas do exercício, terapias experimentais que prometem reproduzir os efeitos da atividade física, ganharam espaço nas redes sociais na última semana. Desenvolvido por um laboratório americano, o ENV-308 é indicado para quem usa canetas emagrecedoras, com o objetivo de evitar a perda muscular.
Segundo o fabricante, a pílula é a primeira projetada para imitar o Lac-Phe, hormônio liberado pelos músculos durante exercícios intensos. Em testes com 88 voluntários saudáveis, o composto foi bem tolerado e não provocou os problemas gastrointestinais que estão entre os efeitos colaterais mais relatados das canetas.
Em experimentos com camundongos, o medicamento reduziu a leptina circulante, hormônio que informa ao cérebro sobre os estoques de energia e a saciedade. Os resultados também indicaram preservação de massa muscular durante o emagrecimento e menor reganho de peso após a interrupção das canetas.
Apesar dos dados favoráveis, especialistas são diretos: nenhum medicamento substitui o exercício físico. O composto serviria apenas como apoio a quem já usa as canetas, não como alternativa à atividade regular.

