Dormir em quartos separados não acaba com o sexo, mas exige intimidade planejada
Dormir em camas ou quartos separados não prejudica nem favorece, por si só, o desejo e a vida sexual do casal. O efeito depende dos motivos da escolha, da forma como a intimidade é cultivada ao longo do dia e da dinâmica de convivência entre os dois.
Conhecido como “divórcio do sono”, o hábito tem sido adotado principalmente para melhorar a qualidade do sono, quando um dos parceiros ronca, os horários são diferentes ou há preferências distintas de temperatura.
Um estudo de 2020, publicado na revista Frontiers in Psychiatry, monitorou 12 casais jovens durante quatro noites. O sono REM, ligado à regulação emocional, foi maior e menos interrompido quando o casal dividia a cama, mas os próprios autores reconhecem que a amostra é pequena.
“Uma relação saudável não é definida pela quantidade de horas que o casal passa na mesma cama, mas pela qualidade do vínculo”, afirma a psicóloga Kênia. A sexóloga Danielle Azevedo acrescenta que, quando a separação melhora o sono, o casal acorda mais descansado e disponível um para o outro.
As especialistas alertam que é preciso não confundir “não dormir juntos” com “não estar juntos” e preservar momentos de afeto. O sinal de alerta surge quando o quarto separado deixa de ser solução para o sono e vira uma forma de evitar o outro.

