PrEP injetável contra o HIV deve chegar ao SUS neste ano, com acesso limitado
A PrEP (profilaxia pré-exposição) injetável contra o HIV deve ser incorporada ao SUS ainda neste ano, mas a oferta inicial do medicamento deverá ser limitada em quantidade, abrangência geográfica e público atendido.
A previsão é de que o Apretude, nome comercial do cabotegravir, desenvolvido pela GSK, não esteja disponível de imediato em todo o país nem para todas as pessoas que poderiam se beneficiar. A quantidade inicial deve ser pequena, voltada a quem tem dificuldade de adesão ao comprimido diário.
O cabotegravir recebeu recomendação preliminar favorável da Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS) no início de agosto e passou por consulta pública. Se incorporado, será o primeiro de longa duração para prevenção ao HIV disponível na rede.
O medicamento é um antirretroviral que impede o vírus de se instalar nas células e se multiplicar. A aplicação é feita a cada dois meses, diferentemente dos comprimidos diários oferecidos hoje. Aprovado pela Anvisa em 2023, o remédio é vendido em farmácias por cerca de R$ 4.000 a dose, mas não na rede pública.
Durante a avaliação, a Conitec ampliou o público considerado para pessoas sexualmente ativas a partir de 15 anos em contextos de maior vulnerabilidade. Os critérios definitivos ainda dependem da conclusão do processo de incorporação.

