Nova definição de dislexia deixa de exigir teste de QI no diagnóstico

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A definição de dislexia foi atualizada pela primeira vez em mais de 20 anos. O novo documento retira o teste de QI como critério para identificar a condição e passa a dar mais importância à avaliação da leitura e da ortografia ao longo do tempo.

A nova definição foi publicada em 29 de abril nos Anais da Dislexia e elaborada por pesquisadores dos Estados Unidos após consulta com mais de 15 especialistas internacionais. O documento tem caráter consultivo e busca orientar a forma como a dislexia é identificada e estudada.

A dislexia pode afetar como a pessoa processa informações e se manifestar em dificuldades para ler, escrever e pronunciar palavras. Uma das principais mudanças é a retirada da diferença entre resultados de testes de leitura e de QI como critério, que podia deixar de fora crianças com dificuldades reais.

A atualização também muda a forma como as causas são descritas: mantém a origem neurobiológica, mas passa a considerar fatores genéticos e ambientais. Os pesquisadores deram ainda mais espaço a estudos feitos em idiomas como chinês, japonês, hebraico e árabe.

O documento reforça a importância de identificar sinais o quanto antes, para que estratégias de ensino sejam adotadas antes que as dificuldades se acumulem. Por ser consultiva, a definição não determina sozinha como escolas e governos devem agir, mas deve orientar avaliações e apoio.

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